Vida

Vacina contra a sida passa nos primeiros testes realizados em primatas

Investigadores brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) obtiveram resultados satisfatórios nos primeiros testes de uma nova vacina contra a sida. Os testes têm vindo a ser feitos em primatas desde 2013.

(Reuters)

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© STRINGER Mexico / Reuters

"Colocámos à prova a resposta imunitária dos animais e os resultados  foram excelentes", revelou o investigador que dirigiu a experiência, Edecio Cunha Neto, à edição digital do jornal Folha de S. Paulo.

Susan Ribeiro, outra cientista que também participa no projeto, disse que “as respostas” nos primatas “foram muito mais intensas” do que “nos ratos”.

A surpresa dos investigadores deveu-se ao facto de normalmente os primatas reagirem menos à modalidade de vacinação utilizada – a administração de três doses individuais por 15 dias a quatro primatas – do que os ratos.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, esta vacina injeta o ADN diretamente no organismo de modo a fabricar apenas miniproteínas (peptídeos), sem o vírus original.

Tendo em conta que os testes foram feitos a um número reduzido de animais, pretende-se agora repetir o procedimento em 28 primatas e desenvolver uma outra forma de administrar a vacina, sem injetar o ADN diretamente no organismo.

Esta vacina está a ser desenvolvida pela Faculdade de Medicina da USP com o instituto estatal de Butantan.

Já em novembro de 2013, Edecio Cunha Neto tinha referido, em entrevista à agência Efe, que as investigações têm como objetivo encontrar um método seguro e eficaz de imunização contra a sida de modo a ser usado em seres humanos.