O protesto arrancou pelas 5:00 horas da manhã e juntou mais de 50 profissionais frente ao complexo mineiro da concessionária Somincor. Os baixos salários e a falta de progressões na carreira foram algumas das questões que fizeram questão de sublinhar.
“O custo da energia elétrica aumentou 18%, como é que 4% vai suportar estes encargos aos trabalhadores? É impossível. Numa localização destas, em que está longe de tudo, os encargos são muito maiores para esta gente”, afirmou, à SIC, Albino Pereira, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira.
No passado mês de fevereiro, um homem de 42 anos acabou por falecer na sequência de uma derrocada numa mina. Hoje, mais que nunca, o pedido é para que os perigos da profissão não caiam em esquecimento.
Esta é apenas a primeira de duas greves. A paralisação procura dar voz aos mais de 2.000 profissionais que aqui operam diariamente e vai estender-se até às 8:00 horas de quinta-feira.