Entre dois e três milhões de pessoas estão em situação
de pobreza energética em Portugal
PAÍS
Mais de 600 mil pessoas em Portugal não
têm dinheiro para aquecer a casa no inverno,
ou arrefecê-la no verão. Erradicar a pobreza energética até 2050 é o principal objetivo da Estratégia Nacional de Combate.
1 milhão e 800 vivem em casas que não conseguem manter devidamente aquecidas
e dois milhões e meio lidam com infiltrações
e humidade. Para mais de um milhão de famílias,
as despesas de energia representam mais de
10% dos rendimentos.
O retrato é traçado na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza Energética, um documento orientador para a erradicar até 2050. Várias versões preliminares e duas consultas públicas depois, foi aprovada pelo Governo em novembro
e publicada esta semana.


“É uma meta ambiciosa, desejável, mas extremamente difícil. Tudo depende de como estará o nível de vida dos portugueses ao longo das próximas décadas”, disse à SIC, Francisco Ferreira, do Zero.
Presidido pela Direcção-Geral de Energia e Geologia, terá de criar um plano de ação a cumprir até 2030, outro até 2040 e um terceiro até 2050. As medidas vão sendo revistas e as que forem implementadas vão ser financiadas por fundos nacionais e europeus.
Aumentando o desempenho energético das casas, reduzindo o número de famílias com dificuldade em pagar os serviços essenciais
e promovendo a literacia energética, espera-se que em 26 anos a percentagem de pessoas que não conseguem manter a casa fresca no verão caia para menos de 5% e o número de pessoas que não a conseguem ter quente no inverno
desça para menos de 1%.
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