Crise na Venezuela

Delcy Rodríguez assume presidência interina e torna-se a primeira mulher na história a liderar a Venezuela

O novo parlamento tomou posse esta segunda-feira na Venezuela. Dos 285 deputados da Assembleia Nacional, 256 são leais a Nicolás Maduro e fizeram questão de o afirmar em voz alta.

A vice-presidente Delcy Rodríguez participa na sua cerimónia de tomada de posse como presidente interina da Venezuela na Assembleia Nacional, após os Estados Unidos terem lançado um ataque ao país e capturado o Presidente Nicolás Maduro e a sua esposa Cilia Flores, em Caracas, Venezuela, 5 de janeiro de 2026.
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A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, nas horas seguintes à captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos da América: a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez iria assumir a presidência interina do país.

No entanto, na tarde desta segunda-feira, no parlamento venezuelano, realizou-se a tomada de posse: primeiro do presidente da Assembleia Nacional, que começou por chamar os filhos de Maduro e de Cília Flores.

Antes ainda do juramento e para mostrar a união parlamentar em torno da figura do casal agora detido nos Estados Unidos, foi exibida a nova fotografia dos dois ao lado da imagem de duas figuras importantes na história da Venezuela: Hugo Chávez, ali atrás da secretária-geral do parlamento, e Simón Bolívar, o homem celebrado como herói da independência da Venezuela e de outros países da América do Sul.

A cerimónia contou ainda com o testemunho emocionado do filho de Maduro.

“E a ti, pai, fizeste de todos nós, na família, pessoas fortes. Estamos aqui a cumprir os nossos deveres até ao teu regresso. O país está em boas mãos, pai. Em breve vamos abraçar-nos aqui na Venezuela e vais ver os rapazes", afirmou Nicolás Maduro Guerra.

A Venezuela segue agora nas mãos de Delcy Rodríguez, a primeira mulher na história do país sul-americano a chefiar o executivo.

“A ti, Delcy Eloina, ofereço o meu apoio incondicional na difícil tarefa que se avizinha. Podes contar comigo, podes contar com a minha família, podes contar com a nossa determinação em tomar as medidas certas ao enfrentar esta responsabilidade que agora te cabe", acrescentou o filho de Nicolás Maduro.

O Irão, a Colômbia, a Rússia, Cuba e a China condenam a captura de Maduro. A França lembra que Donald Trump agiu contra a lei internacional. A Alemanha recorda que os Estados Unidos têm de respeitar a lei internacional.

Já o povo venezuelano continua à espera para ver que consequências terão na vida quotidiana as próximas jogadas no tabuleiro político.