A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, nas horas seguintes à captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos da América: a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez iria assumir a presidência interina do país.
No entanto, na tarde desta segunda-feira, no parlamento venezuelano, realizou-se a tomada de posse: primeiro do presidente da Assembleia Nacional, que começou por chamar os filhos de Maduro e de Cília Flores.
Antes ainda do juramento e para mostrar a união parlamentar em torno da figura do casal agora detido nos Estados Unidos, foi exibida a nova fotografia dos dois ao lado da imagem de duas figuras importantes na história da Venezuela: Hugo Chávez, ali atrás da secretária-geral do parlamento, e Simón Bolívar, o homem celebrado como herói da independência da Venezuela e de outros países da América do Sul.
A cerimónia contou ainda com o testemunho emocionado do filho de Maduro.
“E a ti, pai, fizeste de todos nós, na família, pessoas fortes. Estamos aqui a cumprir os nossos deveres até ao teu regresso. O país está em boas mãos, pai. Em breve vamos abraçar-nos aqui na Venezuela e vais ver os rapazes", afirmou Nicolás Maduro Guerra.
A Venezuela segue agora nas mãos de Delcy Rodríguez, a primeira mulher na história do país sul-americano a chefiar o executivo.
“A ti, Delcy Eloina, ofereço o meu apoio incondicional na difícil tarefa que se avizinha. Podes contar comigo, podes contar com a minha família, podes contar com a nossa determinação em tomar as medidas certas ao enfrentar esta responsabilidade que agora te cabe", acrescentou o filho de Nicolás Maduro.
O Irão, a Colômbia, a Rússia, Cuba e a China condenam a captura de Maduro. A França lembra que Donald Trump agiu contra a lei internacional. A Alemanha recorda que os Estados Unidos têm de respeitar a lei internacional.
Já o povo venezuelano continua à espera para ver que consequências terão na vida quotidiana as próximas jogadas no tabuleiro político.