Manoel de Oliveira

Casa Manoel de Oliveira sem compradores no leilão

As duas frações do imóvel denominado Casa Manoel de Oliveira, que a Câmara do Porto tentou hoje vender em hasta pública pelo valor global de pelo menos 1,58 milhões de euros, ficaram sem comprador. O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, diz que a autarquia não tem capacidade para manter a casa.

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O leilão decorreu esta manhã num imóvel municipal situado na rua do  Bolhão, mas não houve qualquer licitação para nenhum dos edifícios que compõem  o equipamento projetado há cerca de duas décadas pelo arquiteto Eduardo  Souto Moura para acolher o espólio do cineasta Manoel de Oliveira. 

Cerca de dez minutos depois do seu início, a hasta pública foi declarada  deserta e, nestes casos, o Código Regulamentar do Município prevê o prazo  de um ano para eventuais interessados apresentarem propostas de compra cujo  valor não pode ser inferior a 5% do valor base de licitação definido.  

Concluído há 11 anos, o imóvel situado na Foz foi projetado para ser  residência e museu do cineasta mas nunca foi utilizado e, em novembro, a  família de Manoel de Oliveira assinou com a Fundação de Serralves um protocolo  para acolher o seu espólio na instituição.  

O executivo liderado pelo independente Rui Moreira decidiu, então,  vender separadamente as duas frações do "imóvel denominado de Casa Manoel  de Oliveira", uma destinada "a equipamento cultural", outra definida como "habitacional". 

Com Lusa