O leilão decorreu esta manhã num imóvel municipal situado na rua do Bolhão, mas não houve qualquer licitação para nenhum dos edifícios que compõem o equipamento projetado há cerca de duas décadas pelo arquiteto Eduardo Souto Moura para acolher o espólio do cineasta Manoel de Oliveira.
Cerca de dez minutos depois do seu início, a hasta pública foi declarada deserta e, nestes casos, o Código Regulamentar do Município prevê o prazo de um ano para eventuais interessados apresentarem propostas de compra cujo valor não pode ser inferior a 5% do valor base de licitação definido.
Concluído há 11 anos, o imóvel situado na Foz foi projetado para ser residência e museu do cineasta mas nunca foi utilizado e, em novembro, a família de Manoel de Oliveira assinou com a Fundação de Serralves um protocolo para acolher o seu espólio na instituição.
O executivo liderado pelo independente Rui Moreira decidiu, então, vender separadamente as duas frações do "imóvel denominado de Casa Manoel de Oliveira", uma destinada "a equipamento cultural", outra definida como "habitacional".
Com Lusa