Cultura

Morreu o músico Waldemar Bastos

Artista angolano tinha 66 anos.

O músico angolano Waldemar Bastos, morreu hoje de madrugada em Lisboa, vítima de cancro, aos 66 anos, disse fonte do gabinete de comunicação do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente de Angola.


Nascido na província de M'Banza Kongo, o cantor, galardoado com o prémio de New Artist of the Year nos World Music Awards em 1999, estava em tratamentos oncológicos há um ano, refere a tutela angolana.


Em 2018, o músico foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais importante distinção do Estado angolano nesta área.


Apresentando-se com uma sonoridade que o próprio definia como "afro-luso-atlântica", Waldemar Bastos foi também o único não fadista a cantar na cerimónia de transladação, no Panteão Nacional, em Lisboa, do corpo de Amália Rodrigues, de quem era amigo.

Waldemar Bastos no Teatro da Trindade

Em dezembro de 2016, Waldemar Bastos atuou no Teatro da Trindade, num concerto inteiramente acústico. O espetáculo, intitulado "As cores do sentimento", tinha sido apresentado no Luxemburgo, antes de chegar a Lisboa.

O músico angolano começou a cantar com apenas 7 anos. Trabalhou ao lado de nomes como Chico Buarque ou David Byrne. No final da carreira, quis voltar ao ponto de partida e trazer ao público o som do violão, instrumento que tocava desde criança.