Cultura

Ópera na Prisão: arte usada como forma de integração

O projeto envolve jovens reclusos, familiares e músicos profissionais.

O projeto "Ópera na Prisão", criado em 2003, tem como objetivo principal baixar a taxa de reincidência criminal em jovens reclusos. Artistas profissionais de música clássica e os reclusos encontram-se regularmente no Estabelecimento Prisional de Leiria, que pretende reinserir os jovens na sociedade através da ópera.

A ópera é o cerne da iniciativa, apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian através do projeto PARTIS (Práticas Artísticas para a Inclusão Social), que reúne várias instituições musicais e tecnológicas de diversos países.

O projeto "Ópera na prisão" pretende envolver toda a comunidade, incluindo os familiares dos reclusos, que também participam como elementos do coro.

Os ensaios decorrem no pavilhão recentemente inaugurado no Estabelecimento Prisional de Leiria-Jovens. O pavilhão Mozart é um espaço permanente de criação e exibição de arte, com sala para ensaios, concertos e área de produção.

Mozart deixou de ser a "base" do espetáculo como foi anteriormente — espetáculo que é agora criado em conjunto com estes jovens reclusos e que os tem, e às suas histórias de vida, como protagonistas.

Os reclusos da prisão de Leiria também interagem com reclusos de outras prisões através de videochamadas.

Esta semana, o novo espetáculo criado na cadeia de Leiria foi ensaiado e apresentado na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. Para além desse espetáculo, os jovens reclusos ainda têm uma peça em construção: "Nós. Vocês. Toda a gente." vai ser apresentada ao público no verão do próximo ano.

Veja também: