Cultura

A entrevista ao ministro da Cultura Adão e Silva

Entrevista SIC Notícias

A entrevista ao ministro da Cultura Adão e Silva
ANTÓNIO PEDRO SANTOS

O ministro da Cultura esclarece as metas e objetivos para os próximos anos e aborda o caso do secretário de Estado Miguel Alves. Veja aqui a entrevista na íntegra.

Depois de ter estado na Assembleia da República para a audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado, o ministro da Cultura explicou, em entrevista à SIC Notícias, qual o futuro do setor da Cultura.

Meta de 1% do Orçamento para o setor. Inalcançável?

Vários ministros e Orçamentos depois, a meta de 1% do Orçamento do Estado para a Cultura continua por atingir. Mas Pedro Adão e Silva prefere destacar o crescimento “significativo” da verba em comparação aos programas orçamentais de outras áreas.

“O que posso dizer é que em comparação com outros programas orçamentais de outras áreas, a variação é muito significativa. Tivemos um crescimento de 23%. Temos uma meta na Cultura, nas outras áreas não há meta”, disse.

E que meta é essa? 2,5% da “despesa discricionária” no final da legislatura. Confuso? Pedro Adão e Silva explica:

“Quando pensamos em critérios - como a percentagem da despesa pública ou do PIB - estes critérios não são sensíveis à despesa que o Estado faz e que não depende do Governo. Precisamos de uma métrica que permita comparar o que o Governo decide gastar em cada ano com Cultura”.

Tutela de olhos postos nos museus e monumentos

Sem deixar dúvidas, o ministro da Cultura garantiu que a prioridade da política cultural para os próximos anos são os museus e os monumentos nacionais. Adão e Silva diz que o problema está identificado e é necessária uma “transformação profunda”.

No entanto, há situações de “emergência” que precisam de respostas rápidas. Razão pela qual o ministro anunciou esta quarta-feira a contratação de vigilantes e conservadores para os museus, monumentos e palácios nacionais.

“É um passo significativo, não há memória de uma contratação tão significativa”, garantiu.

E Miguel Alves? “Não falei com o primeiro-ministro sobre o assunto”

Adão e Silva faz parte do núcleo duro de coordenação política do Governo. Questionado sobre os casos em que o secretário de Estado Miguel Alves está envolvido, Adão e Silva defendeu que Miguel Alves “já teve oportunidade de dar explicações”.

Garante que ainda não falou com o primeiro-ministro sobre o assunto, mas sublinha que o estatuto de arguido existe “para nos protegermos perante a justiça” e lamenta as “interpretações” feitas desse conceito.

As novidades para a Cultura

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O ministro da Cultura esteve esta quarta-feira na Assembleia da República para a audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado. Pedro Adão e Silva anunciou a abertura de concursos para a contratação de 74 vigilantes e 40 conservadores restauradores para reforçar os recursos humanos dos museus, monumentos e palácios nacionais.

Para além disso, o destacou ainda o aumento do Oçamento do programa de apoios sustentados para as artes, a atualização da verba para os apoios do Estado aos órgãos de comunicação social regional e local e o lançamento de um Plano Nacional de Literacia Mediática no próximo ano.

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