Cultura

Sessão de Cinema: "O Rei Leão"

Sessão de Cinema: "O Rei Leão"
Timon, um suricata feliz (com voz de Nathan Lane)

Fenómeno invulgar nos cinemas de todo o mundo, “O Rei Leão” está a comemorar 25 anos de sucesso nos palcos da Broadway.

A imagem do irresistível sorriso do suricata Timon (com a voz do genial Nathan Lane) no filme “O Rei Leão” pode servir de símbolo exemplar desta evocação que o streaming pode motivar. Evocação não apenas cinematográfica, mas também teatral — a provar que vivemos uma época de muitos caminhos cruzados do “entertainment”, através da colaboração, e do mútuo enriquecimento, de diversas áreas artísticas.

Realizado por Roger Allers e Rob Minkoff, o filme ficou como um dos grandes acontecimentos de 1994, transformando-se num objecto mítico, e numa marca universal, da animação dos estúdios Disney. O certo é que três anos depois, sob a direcção de Julie Taymor, “O Rei Leão” chegava aos palcos da Broadway… e ainda lá está! Dito de outro modo: a versão teatral de “O Rei Leão” está a comemorar os seus 25 anos.

Vale a pena, por isso, sugerir a redescoberta do filme, por assim dizer “invertendo” a sua dimensão cinematográfica. De facto, toda a concepção das suas emblemáticas canções (“Can You Feel the Love Tonight”, “Hakuna Matata”, etc.), com letra de Tim Rice e música de Elton John, não pode ser dissociada de uma tradição ligada, justamente, aos palcos da Broadway.

E não será necessário recordar os exemplos complementares de obras que começaram na Broadway para, depois, se tornarem invulgar fenómenos cinematográficos e cinéfilos — lembremos apenas o caso de “West Side Story” e as suas duas versões de cinema, dirigidas por Robert Wise e Jerome Robbins (1961) e Steven Spielberg (2021).

Quase três décadas depois do seu lançamento nas salas de todo o mundo, “O Rei Leão” ilustra, afinal, um momento decisivo na evolução da animação, sendo um caso pioneiro na conjugação do desenho tradicional com algumas experiências digitais (nomeadamente nas cenas de movimentações de grandes grupos de animais). Para a história, foi a música que o consagrou nos Óscares, com duas estatuetas douradas: melhor canção (“Can You Feel the Love Tonight”) e melhor música (da autoria de Hans Zimmer).

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