O músico britânico Roger Waters, conhecido pelas suas posições controversas, viu as suas críticas à ofensiva israelita em Gaza terem consequências.
Atualmente em tour pela América do Sul, o ex-membro dos Pink Floyd viu as suas estadias em hotéis em Montevideo, no Uruguai e em Buenos Aires, na Argentina, serem canceladas.
Perante o agravamento do cenário em Gaza, Waters não poupou nas críticas e manifestou claramente o seu posicionamento contra a ofensiva israelita no enclave palestiniano, exigindo que Israel pare com o “genocídio" naquela região.
No entanto, o artista de 80 anos disse ao jornal Pagina 12 que não teve outra opção que não ficar alojado em São Paulo, no Brasil, onde deu concertos no sábado e no domingo, e voar a partir dali no próprio dia dos concertos.
"De uma maneira ou de outra, os idiotas do 'lobby' israelita conseguiram angariar todos os hotéis de Buenos Aires e Montevideu e organizaram esse boicote extraordinário baseado em mentiras maliciosas (...) sobre mim", disse ao jornal.
"Nunca tive um pensamento antissemita que fosse em toda a minha vida", acrescentou Roger Waters, sublinhando que as suas críticas visam as ações do Governo israelita.
Waters, o “Senhor Polémicas”
Nos últimos tempos, o músico britânico tem-se visto envolvido em várias polémicas. Empenhado na defesa dos direitos humanos, denunciou junto das Nações Unidas a invasão russa à Ucrânia, mas também aqueles que a provocaram. Waters chegou a discursar no Conselho de Segurança na qualidade de "ativista civil a favor da paz" a convite da Rússia.
Em março deste ano foi investigado por utilizar um uniforme de estilo nazi, durante um concerto em Berlim.
Roger Waters também tem defendido nos últimos anos ações de boicote a produtos israelitas em nome da defesa da causa palestiniana.
