A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, que fechou em agosto do ano passado, reabriu há quase duas semanas, depois de obras de intervenção e restauro, no âmbito do PRR.
"Passámos a ter um sistema de iluminação mais sofisticado, que nos permite proceder ao controlo da intensidade, tendo em conta a conservação dos livros (...) e acrescentámos um sistema de deteção de incêndio, que é muito necessário", admitiu à SIC o diretor do Palácio Nacional de Mafra, Sérgio Gorjão.
A intervenção à biblioteca e à Basílica foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, que destinou cerca de dois milhões de euros às obras. À biblioteca foi atribuída a menor fatia desse orçamento.
"Se é suficiente? Não, obviamente que não. A biblioteca nunca teve uma intervenção de fundo desde que foi instalada. Não há um estudo concreto sobre a estabilidade da área do edifício", confessou Sérgio Gorjão.
A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra - edifício classificado como Património Cultural Mundial da UNESCO - tem mais de 30 mil volumes nas estantes que foram instaladas há 250 anos.
De carácter científico, conta com edições raras, que podem estar acessíveis a investigadores.
É a maior biblioteca da Europa concentrada numa só sala.
