Cultura

Vestido que deu que falar na passadeira vermelha dos Grammys tem 'mão' portuguesa

O vestido-que-não-o-é, sensação dos Grammys 2026 que Chappell Roan usou na passadeira vermelha da mais importante gala da indústria musical norte-americana, tem origem lusitana. E, na verdade, não despe tanto quanto parece.

Vestido que deu que falar na passadeira vermelha dos Grammys tem 'mão' portuguesa
Jordan Strauss/REUTERS

O autor do vestido que a artista norte-americana Chappell Roan usou na passadeira vermelha da cerimónia de entrega dos Prémios Grammy 2026, e que está a dar que falar pela sua ousadia, é português.

Segundo a “Vanity Fair”, o vestido foi desenhado por Miguel Castro Freitas para a Mugler, marca de alta costura fundada pelo estilista francês Thierry Mugler, falecido em 2022, onde o português assume o cargo de diretor criativo.

Apesar das aparências, o vestido não se encontra suspenso nos peitos de Roan, e sim em duas próteses. É uma recriação de Miguel Castro Freitas de uma peça exibida por Thierry Mugler em 1998, sendo que o original estava, efetivamente, suspenso em dois piercings nos seios da modelo.

Nascido em Santarém, em 1980, Miguel Castro Freitas já trabalhou em casas como a Dior, Givenchy ou Saint Laurent, tendo sido escolhido pela Mugler para diretor criativo em 2025. Em entrevista à “Vogue”, nesse mesmo ano, o estilista afirmou: “Mugler era conhecido por ver as mulheres como criaturas de outro mundo: intimidadoras; impossíveis de tocar. Eu queria reconfigurar isso para o mundo de hoje e tornar tudo mais acessível; basear tudo na realidade, em vez de ser maior que a vida, porque a marca já teve dificuldades com isso no passado”.