Desporto

Ronaldo quer transformar lágrimas em golos na terceira final

Cristiano Ronaldo celebra após marcar pela Seleção nacional frente à Suíça para a Liga das Nações, no Estádio do Dragão, Porto.

Susana Vera

O português perdeu a final do Euro2004 frente à Grécia e saiu lesionado no jogo contra a seleção francesa no último jogo do europeu de 2016, quando Portugal se sagrou campeão.

Cristiano Ronaldo é, de muito longe, o futebolista com mais jogos (157) e golos (88) ao serviço de Portugal e domingo, com a Holanda, no Dragão, pode lograr um dos poucos feitos que lhe faltam, marcar numa final.

Autor do 'hat-trick' que permitiu à formação das 'quinas' bater na quarta-feira a Suíça (3-1), nas meias-finais, e seguir para o jogo decisivo da Liga das Nações, o avançado madeirense disputa domingo a terceira final pela seleção lusa.

Nas duas primeiras, saiu em lágrimas, em 2004, um miúdo, de 19 anos, depois de uma amarga derrota em plena Luz perante a Grécia (0-1), e, 12 anos depois, em 2016, já um trintão, lesionado, pelo gaulês Payet, após escassos 25 minutos.

Um 'milagroso' golo do suplente Éder, aos 109 minutos, acabou por valer a Portugal o triunfo por 1-0 sobre a anfitriã França e a conquista do Europeu, com Ronaldo a ser o primeiro a levantar a Taça, mas depois de ser impedido de brilhar.

Três anos volvidos, de novo em solo luso, curiosamente no local onde se estreou a faturar por Portugal, noutro desaire com a Grécia, este por 2-1, na abertura do Euro2004, o agora jogador da Juventus tem nova oportunidade, quiçá a última.

Cristiano Ronaldo mostrou face aos helvéticos que 'está aí para as curvas, mas os 34 anos são uma realidade e o jogador formado no Sporting poderá não voltar a ter nova oportunidade para deixar a sua marcar numa final da seleção nacional.

Em excelente momento, depois de uma época em que foi sendo resguardado, não tendo acumulado demasiado minutos de jogo, o '7' luso tem tudo para lograr mais este feito, para juntar aos inúmeros já conseguidos com as 'quinas' ao peito.

Na sua carreira, Cristiano Ronaldo já sabe o que é marcar finais e marcar em finais, fê-lo nas maiores competições de clubes, nomeadamente na Liga dos Campeões, pelo Manchester United e o Real Madrid.

Agora, pode 'pautar' a final da primeira edição da Liga das Nações, competição em que só precisou de um jogo para marcar três golos, ele que falhou a fase de grupos, na primeira metade da época 2018/19, para melhor se adaptar à 'Juve'.

Marcou, assim, na fase final da Liga das Nações, como tinha faturado em todas as outras e, que participou, entre Mundiais (2006, 2010, 2014 e 2018), Europeus (2004, 2008, 2012 e 2016) e Taça das Confederações (2017).

19 golos separam o português da liderarança do ranking dos melhores marcadores pelas seleções nacionais

Foram sete golos em Mundiais, menos dois do que o 'rei' Eusébio, que apenas esteve em 1966, nove em Europeus, sendo o melhor marcador da história, em igualdade com o francês Michel Platini, só em 1984, e duas vezes na Taça das Confederações, que Portugal jogou como campeão europeu.

Juntando todos os golos, são já 88 por Portugal, sendo que faturou um golo em 38 ocasiões, 'bisou' em 14, logrou seis 'hat-tricks' e um 'póquer', frente a Andorra, a 07 de outubro de 2016, em Aveiro, na qualificação para o Mundial2018.

Entre todas as seleções mundiais, segue isolado no segundo lugar do 'ranking', apenas atrás do iraniano Ali Daei, autor de 107.Para Ronaldo, pode dizer-se que só faltam 19.

Lusa,

  • No coração da Amazónia
    10:18