Desporto

Dois arguidos no processo do ataque a Alcochete passam de preventiva para prisão domiciliária

M\303\201RIO CRUZ

Continuam em prisão preventiva 36 dos 44 arguidos.

Dois arguidos do processo do ataque à Academia do Sporting passaram para prisão domiciliária, mantendo-se em prisão preventiva 36 dos 44 arguidos do processo, segundo o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Barreiro.

A procuradora do Ministério Público (MP) Cândida Vilar tinha promovido junto do juiz de instrução criminal Carlos Delca que os arguidos João Quaresma, Jorge Serrão de Almeida e Paulo Patarra passassem a ter a medida de coação de obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica.

Fonte do TIC do Barreiro explicou esta quinta-feira à agência Lusa que Carlos Delca decidiu alterar a medida de coação do arguido João Quaresma, que assim passa para prisão domiciliária. Em relação aos outros dois arguidos, o juiz aguarda ainda que cheguem os relatórios sociais para depois decidir se, também nestes casos, dá provimento ao pedido do MP.

O TIC do Barreiro acrescentou que o juiz de instrução criminal decidiu alterar a medida de coação do arguido Miguel Filipe Ferrão, passando também para prisão domiciliária.

Com estas decisões, mantêm-se em prisão preventiva 36 dos 44 arguidos no processo, incluindo o líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), Nuno Vieira Mendes, conhecido como 'Mustafá', que viu em 06 de junho o Supremo Tribunal de Justiça negar-lhe uma providência de 'habeas corpus' (pedido de libertação imediata) e o ex-oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto.

O antigo presidente da claque Juve Leo Fernando Mendes mantém-se ainda em prisão preventiva, uma vez que o juiz Carlos Delca ainda não decidiu sobre o requerimento apresentado pela procuradora Cândida Vilar, no qual pede que este arguido seja posto em liberdade, com base num problema de saúde grave.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, o MP imputa-lhes na acusação a coautoria de crimes de terrorismo, de 40 crimes de ameaça agravada, de 38 crimes de sequestro, de dois crimes de dano com violência, de um crime de detenção de arma proibida agravado e de um de introdução em lugar vedado ao público.

O antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, Mustafá e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. Mustafá está também acusado de um crime de tráfico de droga.

Lusa