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Arguido no caso de Alcochete expulso da sala de audiências por desrespeito

(SIC/ ARQUIVO)

SIC

Momentos de tensão no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Elton Camara, arguido no processo do ataque à Academia de Alcochete, foi esta quarta-feira expulso da sala de audiências depois de se ter exaltado com a procuradora do Ministério Público Cândida Vilar.

Também Bruno de Carvalho já tinha sido advertido pelo juiz por estar a fazer comentários durante a intervenção da procuradora.

Os momentos de tensão levaram o juiz a pedir calma na sala e a fazer uma pausa nos trabalhos.

Mais de 30 arguidos em prisão preventiva

Dos 44 arguidos, mantêm-se em prisão preventiva 35, entre os quais o líder da claque Juventude Leonina (Juve Leo), Nuno Vieira Mendes, conhecido como 'Mustafá', e o ex-oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto, depois de Fernando Mendes, antigo líder daquele grupo organizado de adeptos, ter sido libertado devido a razões de saúde.

Em janeiro deste ano, o TIC do Barreiro declarou a especial complexidade do processo da invasão à Academia do Sporting, pedida pelo MP, o que, consequentemente, dilatou o prazo de prisão preventiva dos arguidos que se encontram presos.

Esta decisão teve como consequência direta o alargamento do prazo (até 21 de setembro) para que o TIC do Barreiro profira a decisão instrutória, sem que 23 dos arguidos sejam colocados em liberdade. A fase de instrução teve início no dia 1 de julho.

Os primeiros 23 detidos pela invasão à Academia e subsequentes agressões a futebolistas, técnicos e outros elementos da equipa 'leonina' ficaram todos sujeitos à medida de coação de prisão preventiva em 21 de maio de 2018.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, o MP imputa-lhes na acusação a coautoria de crimes de terrorismo, de 40 crimes de ameaça agravada, de 38 crimes de sequestro, de dois crimes de dano com violência, de um crime de detenção de arma proibida agravado e de um de introdução em lugar vedado ao público.

O antigo presidente do clube Bruno de Carvalho, Mustafá e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 de ofensa à integridade física qualificada, de 38 de sequestro, de um crime de detenção de arma proibida e de crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. Mustafá está também acusado de um crime de tráfico de droga.

Com Lusa