Desporto

Ministério Público sem provas contra Bruno de Carvalho no ataque à Academia do Sporting

RODRIGO ANTUNES

Decorre esta quarta-feira a leitura das alegações finais.

O Ministério Público admitiu, esta quarta feira, durante a leitura das alegações finais no julgamento do ataque à Academia do Sporting, que não tem provas de que Bruno de Carvalho tenha sido o autor moral do ataque.

Durante a sessão, a procuradora do MP Fernanda Matias afirmou que durante o julgamento, iniciado em 18 de novembro de 2019, não foi feita prova de que o então presidente do clube "tivesse dado diretivas ou, sequer, tivesse conhecimento destes atos".

Bruno de Carvalho, juntamente com Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, líder da claque Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos, estão acusados da autoria moral de 40 crimes de ameaça gravada, 19 crimes de ofensas à integridade física qualificadas e por 38 crimes de sequestro.

O processo do ataque à Academia do clube, em Alcochete - onde, em 15 de maio de 2018, jogadores e equipa técnica do Sporting foram agredidos por adeptos ligados à claque leonina Juve Leo -, tem 44 arguidos, acusados de coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

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