Desporto

Capitão do Valência diz que equipa podia perder pontos se não voltasse ao campo

ROMAN RIOS

Jogadores do Valência abandonaram o campo, no jogo frente ao Cádiz, por insultos racistas a Diakhaby.

O futebolista do Valência Gayá disse este domingo que a equipa foi informada de que "podiam tirar três pontos, e mais", se não voltassem ao campo, após abandonarem o jogo com o Cádiz por insultos racistas a Diakhaby.

"[Diakhaby] Disse-nos que o tinham insultado com racismo. Voltámos para jogar porque nos disseram que podiam tirar-nos três pontos, e mais. Ele pediu-nos que voltássemos. Está magoado, ouviu um insulto muito feio. Estamos com ele até à morte", declarou o jogador, na 'flash interview' após a derrota em Cádiz (2-1).

Os futebolistas do Valência abandonaram o terreno de jogo no embate com o Cádiz, em protesto por insultos racistas dirigidos por Juan Cala ao central valenciano Mouctar Diakhaby, interrompendo o encontro durante quase meia hora.

Depois de os jogadores das duas equipas terem separado Cala e Diakhaby, o francês foi admoestado com um cartão amarelo e esteve alguns segundos a explicar ao árbitro o que tinha acontecido, antes de se retirar de campo, acompanhado por todos os jogadores 'che', entre os quais os portugueses Thierry Correia e Gonçalo Guedes.

O jogo esteve interrompido cerca de 25 minutos, sendo reatado aquando do regresso das equipas, mas já sem Diakhaby, que foi assistir para a bancada após o incidente.

"A equipa reuniu-se e decidiu voltar ao campo, para lutar por este emblema, embora se mantenha firme na condenação de qualquer ato de racismo, em todas as suas formas", publicou o clube valenciano, na rede social Twitter.

O defesa francês Eliaquim Mangala, agora no clube 'che' e antigo jogador do FC Porto, disse hoje, nas redes sociais, que o racismo "não cabe no futebol nem em lado nenhum".

"Até sabermos mais: força para ti, irmão", escreveu.

  • Confidentes de alunos e cúmplices de professores: o braço contínuo

    País

    Chamam-lhes “funcionários” porque funcionam. A expressão até parece sugerir que eles são os únicos que “funcionam”, dentro de uma escola. Acalmem-se os tolos. Significa apenas que os “assistentes operacionais”, ou “auxiliares de ação educativa”, títulos mais pomposos do que “contínuos” – expressão que estimo muito - são pau para toda a colher.

    Opinião

    Rui Correia

  • O planeta em que todos vivemos

    Futuro Hoje

    O Planeta Lourenço terá que ser ainda mais simples e eficaz na mensagem. É um risco. Frequentemente, quando me mostram aparelhos ou programas as coisas falham, é o que chamo de síndrome da demonstração. Mas isto acontece na vida real, é assim que vamos fazer.

    Opinião

    Lourenço Medeiros