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“Saco azul” do Benfica: o que diz o relatório final da PJ

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A SIC teve acesso ao documento.

O Benfica deverá ser acusado de fraude fiscal no chamado processo do "saco azul". A SIC teve acesso ao relatório final da investigação da PJ, que não encontrou provas de outros crimes, como branqueamento. Ainda sem acusação à vista, o Benfica volta a pedir o arquivamento do processo.

Luís Filipe Vieira era ainda o presidente do Benfica quando, em 2017, começou a investigação. Miguel Moreira era diretor financeiro da SAD e Domingos Soares de Oliveira o diretor executivo.

Cinco anos depois, o CEO do Benfica é o único dos arguidos que mantém o cargo, sem que até agora haja acusação do chamado processo do “saco azul”.

A investigação está concluída. O Ministério Público tem em mãos, desde agosto, o relatório final da Polícia Judiciária.

O documento de 50 páginas a que a SIC teve acesso conclui que a prova recolhida indicia fortemente que Vieira, Miguel Moreira, Soares de Oliveira e outros arguidos engendraram um plano criminoso de forma a retirarem das contas do clube avultadas quantias de dinheiro.

A investigação fala de uma série de negócios simulados, através de falsos contratos de prestação de serviços. Do clube terão saído quase dois milhões de euros para um alegado “saco azul”. Grande parte do dinheiro terá regressado ao Benfica.

A Judiciária diz que há fortes indícios de fraude fiscal qualificada, mas admite que não foi possível apurar as circunstâncias em que o dinheiro regressou ao Benfica nem tão pouco a quem foi entregue e qual o destino final, se legal ou ilegal.

"Uma mão cheia de nada", diz a defesa do Benfica. Os advogados do clube falam de uma exaustiva e longa investigação que ainda assim nada mais apurou senão uma alegada fraude fiscal.

Voltam a pedir o arquivamento do processo ou, no limite, a suspensão provisória do caso. O que significaria assumir o crime de fraude fiscal, através do pagamento de uma quantia negociada com o Ministério Público.

Concluída esta investigação, há já uma outra aberta a partir do mesmo caso. O Ministério Público vai continuar a investigar a empresa contratada pelo Benfica no processo principal e os circuitos financeiros que a ligam a várias entidades angolanas.

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