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Neymar reafirma que o pai "sempre foi responsável pelos contratos e pelas negociações"

Neymar sentado ao lado do pai na sala de audiências, no Tribunal em Barcelona, esta segunda-feira, 17 de outubro.
Neymar sentado ao lado do pai na sala de audiências, no Tribunal em Barcelona, esta segunda-feira, 17 de outubro.
Joan Mateu Parra/ EPA

O avançado brasileiro arrisca uma pena de dois anos de prisão e uma multa de 10 milhões de euros por corrupção empresarial.

O futebolista brasileiro Neymar disse esta terça-feira que não participou nas negociações da transferência do Santos para o FC Barcelona em 2013 e afirmou que os documentos que assinou foram disponibilizados pelo seu pai, o responsável da sua carreira.

"O meu pai sempre foi responsável por essas coisas, pelos contratos e pelas negociações, e eu assino o que ele me diz para assinar. Assim aconteceu quando o FC Barcelona me contratou. Meu pai disse-me para assinar e eu assinei", afirmou Neymar, numa breve audiência num tribunal de Barcelona, num caso em que é acusado pelo Ministério Público espanhol do crime de corrupção.

O avançado brasileiro de 30 anos, que alinha agora no Paris Saint-Germain, arrisca uma pena de dois anos de prisão e uma multa de 10 milhões de euros por corrupção empresarial, assim como o seu pai, Neymar da Silva, seu empresário.

A audiência em Barcelona de Neymar estava agendada para 21 ou 28 de outubro, mas foi antecipada a pedido do internacional brasileiro, alegando questões profissionais, já que essas datas iriam prejudicar a sua preparação para os jogos com Ajaccio, da liga francesa, e Macabbi Haifa, da Liga dos Campeões.

Neymar poderá voltar a prestar declarações agora só no final do julgamento, que está agendado para 31 de outubro.

Além da família Neymar, Sandro Rosell e Josep María Bartomeu, dois antigos presidentes do FC Barcelona, e Odilio Rodrigues Filho, antigo treinador do Santos, estão a ser julgados, igualmente pelos crimes de corrupção.

O Ministério Público defende que a contratação do Neymar teve um custo total de 83 milhões de euros e não os 57 milhões que foram declarados, com o restante montante a ser escondido numa combinação entre os dirigentes do FC Barcelona da altura e do Santos.

A empresa brasileira de investimentos DIS, que detinha 40% dos direitos económicos do jogador quando jogava pelo Santos, levou o caso à justiça em 2015, alegando ter sido prejudicada no negócio, pedindo uma indemnização de 35 milhões euros, o valor real que diz que devia ter recebido.

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