Desporto

Carlos Queiroz abandona seleção do Irão

Carlos Queiroz abandona seleção do Irão
KAI PFAFFENBACH

Carlos Queiroz afirma estar orgulhoso do que a seleção fez no Qatar.

O selecionador do Irão, Carlos Queiroz, abandonou a equipa esta quarta-feira, depois da derrota frente aos EUA e a eliminação do campeonato mundial do Qatar. A mensagem foi deixada pelo treinador português nas redes sociais, onde indica que foi “uma honra e um privilégio fazer parte da família do futebol iraniano”.

Depois de ter orientado a seleção iraniano em três mundiais (2014, 2018, 2022), Carlos Queiroz despede-se e sublinha que está orgulhoso do trabalho da equipa no Qatar, “dentro e fora do campo”.

“Acredito que merecem todo o respeito, oferecendo credibilidade ao vosso país e aos adeptos do futebol”, escreveu.

A terminar, Carlos Queiroz desejou felicidades, paz, sucesso e saúde.

O português orientou o Irão em três mundiais, não tendo conseguido ultrapassar a fase de grupos em qualquer um deles, apesar da conquista de um ponto em 2014, quatro pontos em 2018 e três pontos, agora, em 2022.

Na terça-feira, a seleção do Irão foi eliminada do Mundial 2022 de futebol, depois de hoje perder com o Estados Unidos, por 1-0, em partida da terceira jornada do Grupo B da competição.

O Irão, que foi goleado pela Inglaterra por 6-2 e se impôs ao País de Gales por 2-0, terminou o grupo B na terceira posição, apenas à frente dos galeses.

Carlos Queiroz, de 69 anos, assumiu em setembro passado o cargo de selecionador do Irão, para orientar a equipa asiática na fase final do Mundial 2022 do Qatar, sucedendo ao croata Dragan Skocic.

No Qatar, a seleção orientada por Carlos Queiroz protagonizou algumas polémicas, nomeadamente no primeiro jogo, antes do qual os futebolistas iranianos não cantaram o hino, como uma forma de apoio às vítimas das manifestações contra o governo daquele país.

Após o jogo com o País de Gales, a Federação de Futebol do Irão queixou-se à FIFA das declarações do antigo futebolista alemão Juergen Klinsmann, considerando que as mesmas são lesivas contra o país e pediu a sua demissão do grupo de estudos técnicos.

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