Desporto

Há sete anos Portugal conquistava o Europeu: onde estão os 23 campeões?

Em Paris, em 2016, a Seleção Nacional venceu o título mais importante da sua história com o incrível golo de Éder. Passados sete anos, muitos já penduraram as botas, outros mudaram de país, e só um se mantém no mesmo clube.

Com um golo de Eder, Portugal vence a Seleção de França, por 1-0, e sagra-se campeão da Europa de futebol em 2016.
Com um golo de Eder, Portugal vence a Seleção de França, por 1-0, e sagra-se campeão da Europa de futebol em 2016.
Reuters Staff

10 de julho de 2016. Neste dia, em Paris, a Seleção Nacional bateu a França e conquistou o título mais importante da sua história. O Europeu do herói improvável Éder, do “treinador” Cristiano Ronaldo, que deixou o relvado lesionado na final, e do “engenheiro” Fernando Santos.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) publicou um vídeo especial para assinalar a data histórica do futebol nacional.

Mas, volvidos sete anos, onde estão os nossos campeões?

Fernando Santos, que agora é selecionador da Polónia, anunciou em maio de 2016 os 23 jogadores que conquistaram o Campeonato da Europa. Alguns já penduraram as botas, outros mudaram de país, e só um continua no mesmo clube.

Guarda-redes

Rui Patrício (Sporting 2016 / Roma 2023): o guarda-redes, que foi titular e um dos mais importantes no título do Campeonato da Europa, deixou o Sporting depois de largos anos, passou pelo Wolverhampton e agora, aos 35 anos, está na Roma de José Mourinho.

Anthony Lopes (Lyon): nascido na França, Anthony Lopes é filho de emigrante e escolheu defender as cores de Portugal. Fez (e continua a fazer) toda a carreira no Lyon.

Eduardo (Dínamo Zagreb 2016 / retirado 2023): o jogador formado no SC Braga estava no futebol croata em 2016. Regressou aos bracarenses em 2019 e, um ano depois, pendurou as botas para tornar-se treinador de guarda-redes.

Defesas

Bruno Alves (Fenerbahçe 2016 / retirado 2023): um dos mais experientes da Seleção em 2016, Bruno Alves jogava na Turquia. Passou por Itália e França, retornou a Portugal (Famalicão), e encerrou a carreira no Apollon Smyrnis, da Grécia, em 2022. Agora, é diretor-desportivo do AEK Atenas.

Cédric (Southampton 2016 / Arsenal 2023): o antigo lateral-direito do Sporting continua a jogar na Inglaterra. Depois de cinco épocas no Southampton, rumou para o Arsenal. Na época passada, esteve emprestado ao Fulham de Marco Silva.

Eliseu (Benfica 2016 / retirado 2023): continuou no Benfica até 2018, foi campeão nacional e decidiu colocar um ponto final na carreira, em 2018, depois de quatro temporadas do lateral-esquerdo na Luz.

José Fonte (Southampton 2016 / sem clube 2023): formava com Pepe a dupla titular (e experiente) da Seleção. Ainda jogou no West Ham e no Dalian Pro, da China, mas voltou a estar em alto nível no Lille, de 2018 a 2023, tendo sido capitão. Encerrou o contrato com os franceses e está livre.

Pepe (Real Madrid 2016 / FC Porto 2023): um autêntico pilar da equipa na conquista do Campeonato da Europa. Sete anos depois, com 40 anos, Pepe não mudou assim tanto. Após deixar o Real Madrid, jogou no Besiktas e, em 2019, regressou aos “dragões”. Continua na Seleção.

Raphael Guerreiro (Lorient 2016 / Bayern Munique 2023): talvez seja o jogador que tenha dado o maior “salto” na carreira nesses sete anos. Em 2016, era uma promessa que jogava em França, mas rumou ao Borussia Dortmund e, neste verão, assinou com o campeão alemão.

Ricardo Carvalho (Mónaco 2016 / retirado 2023): o Europeu foi um dos últimos capítulos da carreira de um dos grandes centrais portugueses de sempre. Ricardo tinha 38 anos quando levantou o troféu em Paris. Jogou mais um ano, no Shanghai SIPG, e encerrou a carreira.

Vieirinha (Wolfsburgo 2016 / PAOK 2023): o lateral, que saiu cedo de Portugal, regressou para um sítio que pode chamar de casa. Em 2017, Vieirinha rumou ao PAOK, da Grécia, clube que já tinha representado. Já são mais de 300 jogos pelo clube, e a história continua.

Médios

Adrien (Sporting 2016 / sem clube 2023): um dos titulares do meio-campo de Fernando Santos, ao lado de dois companheiros do Sporting, Adrien assinou com o Leicester em 2017. Depois jogou no Monaco, Sampdoria e no Al-Wahda. O clube dos Emirados Árabes Unidos anunciou que o português está de saída.

André Gomes (Valência 2016 / Everton 2023): formado no Benfica, o médio era um jovem promissor a lançar a carreira na Espanha. O bom rendimento o levou ao Barcelona, mas as coisas não correram tão bem. No Everton desde 2018, esteve emprestado ao Lille na época passada.

Danilo Pereira (FC Porto 2016 / PSG 2023): Danilo ganhava notoriedade no FC Porto em 2016. E seguiu no Dragão até o PSG pagar 20 milhões de euros pela sua contratação em 2021. Continua na capital francesa e na Seleção, agora também habituado a ser defesa-central.

João Mário (Sporting 2016 / Benfica 2023): mal acabou o Europeu, o Inter Milão pagou mais de 40 milhões ao Sporting pela sua contratação. João Mário não singrou em Itália, nem em Inglaterra (West Ham), mas recuperou o bom futebol justamente no rival. Foi um dos destaques no 38.º título do Benfica.

João Moutinho (Monaco 2016 / sem clube 2023): no Europeu'2026, talvez a grande lembrança de João Moutinho seja a conversa com Ronaldo sobre os penáltis. Mas o médio sempre teve destaque e, após sair do Monaco, brilhou no Wolves. Está sem clube e fala-se num retorno ao FC Porto.

Renato Sanches (Benfica 2016 / PSG 2023): 2016 foi o ano meteórico de Renato, o “Golden Boy” da Europa e o mais novo daquela Seleção Nacional. Foi vendido ao Bayern depois do torneio, mas não conseguiu ser titular. Voltou à melhor versão no Lille e foi contratado pelo PSG no ano passado. Ainda está à procura de um lugar.

William Carvalho (Sporting 2016 / Bétis 2023): o trinco de Fernando Santos no Europeu e homem de confiança de Jorge Jesus no Sporting. Continuou em Alvalade até 2018, quando foi contratado pelo Real Bétis.

Avançados

Ao lado de Fernando Santos, Ronaldo viu (e vibrou) durante a maior parte da final
Martin Meissner

Cristiano Ronaldo (Real Madrid 2016 / Al Nassr 2023): a carreira de CR7 continuou brilhante após o Euro. Voltou a ganhar a Liga dos Campeões, a Bola de Ouro, e bateu inúmeros recordes. Em 2018, rumou a Juventus, onde foi campeão, e foi para o Manchester United num conturbado retorno em 2021. É hoje o grande “jogador-cartaz” do futebol saudita.

Éder (Lille 2016 / retirado 2023): Éder fez-se Edérzito no Europeu. E nunca ninguém vai esquecer. O golo no prolongamento da final foi o momento de uma carreira. Depois da glória, passou por palcos menos conhecidos: foram quatro épocas no Lokomotiv, da Rússia, e uma no Al Raed, a última da carreira. De polémico fica a relação com a sua antiga “mental coach” com quem trocou acusações.

Nani (Fenerbahçe 2016 / sem clube 2023): após anos de glória em Inglaterra, no United, Nani jogava no Fenerbahçe quando conquistou a Europa. Passou por diversos clubes desde então, como Lázio, Orlando City, Veneza e Melbourne, além de um retorno ao Sporting em 2018.

Rafa (SC Braga 2016 / Benfica 2023): o avançado trocou Braga por Lisboa e, na última temporada, foi uma das figuras do Benfica de Roger Schmidt. Renunciou à Seleção Nacional, sem grandes explicações, em 2022.

Ricardo Quaresma (Besiktas 2016 / sem clube 2023): Sem ter sido titular em todos os jogos, entrou no lugar de Ronaldo na final e, antes, bateu o último penálti contra a Polónia, nos quartos-de-final. Quaresma continuou na Turquia até 2020, quando voltou a Portugal, para o Vitória de Guimarães. Está sem clube, mas disse recentemente que ainda quer jogar.