A operação ‘Mais-valia’, que levou a buscas na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e tem como um dos visados o antigo dirigente Fernando Gomes, “abriu uma caixa de pandora” e intensificou as tensões no futebol português.
Pedro Fatela, comentador SIC, lembra que Fernando Gomes e Pedro Proença, antigo e atual presidente da FPF, “não tinham uma boa relação”, mas admite que estava à espera de “uma passagem de testemunho mais tranquila”.
“Com a operação ‘Mais-Valia’, parece que se abriu uma caixa de pandora”, diz o comentador.
Desde o início, Pedro Proença apostou num “grande antagonismo" em relação ao seu antecessor. Pedro Fatela recorda, por exemplo, que o antigo árbitro “não esteve presente numa homenagem da Câmara de Oeiras para dar o nome de Fernando Gomes a uma rua”. A resposta chegou do outro lado.
No sábado, Proença revelou ter o apoio de Fernando Gomes na candidatura ao Comité Executivo da UEFA, algo que, horas mais tarde, o recém-eleito líder do COP negou em carta enviada aos presidentes das federações de futebol europeias.
A Federação Portuguesa de Futebol marcou para esta segunda-feira uma reunião de emergência após o que considera serem "gravíssimas insinuações do Presidente do Comité Olímpico de Portugal acerca da FPF", anunciou em comunicado no site.
Todos deveriam ter mais prudência e calma. (…) Pedro Proença não vai apagar o grande legado de Fernando Gomes, mas Fernando Gomes tem de compreender que com essas ações está a prejudicar o futebol português", afirma Pedro Fatela.