Desporto

Benfica: Martim Mayer admite resultado "aquém" e deixa em aberto se apoia uma das listas na segunda volta

Rui Costa e João Noronha Lopes vão disputar a presidência do Benfica numa segunda volta, após serem os dois candidatos mais votados no ato eleitoral de sábado. Martim Mayer foi o segundo menos votado.

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Martim Mayer, candidato da lista B, admite que o resultado das eleições no Benfica ficou aquém das expectativas e deixa em aberto a possibilidade de vir a apoiar uma das listas na segunda volta.

Na primeira reação após os resultados nas eleições, Martim Mayer, com 2,10% dos votos, diz que os resultados mostram o "evidente reforço de confiança" em Rui Costa, que venceu a primeira volta com 42,13% das preferências. Contudo, admite que ficaram "abaixo do que esperava" para si.

Em declarações aos jornalistas, diz que vai ter de analisar a razão de a proposta que diz ter sido feita com "amor e a máxima qualidade" ter tido este resultado. Mayer refere ter "abandonado" as vidas pessoal e profissional nos últimos meses para se candidatar à presidência do clube.

"O meu 'benfiquismo' é desde que nasci. Acho que posso ter a acrescentar ao clube. Não vou sair de cena", afirma.

Questionado se vai apoiar uma das listas na segunda volta, deixa essa possibilidade em aberto. Para já, considera que "não é dia para isso". Para o candidato, é dia de balanço com a "equipa e as pessoas mais próximas".

O candidato da lista B diz estar "muito satisfeito" pela forma "ordeira e democrática" em que decorreram eleições e sublinha o recorde mundial numa votação presencial.

"Temos de continuar a seguir isto para o futuro. É a base de partida para vencermos".

Rui Costa e João Noronha Lopes vão disputar a presidência do Benfica numa segunda volta, após serem os dois candidatos mais votados no ato eleitoral de sábado.

O atual presidente teve 42,13% das preferências e Noronha Lopes recebeu 30,26%%, o que significa que vão discutir a presidência com vista ao quadriénio 2025-2029 num segundo escrutínio, agendado para 8 de novembro, depois de nenhum dos seis concorrentes ter recolhido a maioria dos votos (mais de 50%) necessária para eleger o presidente à primeira volta.