São mais de 14 mil quilómetros entre o último, no Catar, e o próximo Mundial, a América do Norte. E, entre um e outro, tanto muda.
Pela primeira vez, juntam-se três países na organização do Campeonato do Mundo. Estados Unidos, anfitriões em 94, México, organizadores em 70 e 86, e Canadá, estreante a receber um Mundial de Futebol masculino.
Este vai ser o maior Mundial de sempre, com mais seleções, mais grupos, em mais cidades, por mais dias e com mais jogos. Ao todo, 104.
78 em 11 cidades dos Estados Unidos, 13 em três cidades mexicanas, mais 13 em duas cidades do Canadá. Por causa das longas distâncias que obrigariam a longas viagens, a organização dividiu o mapa do Mundial em três zonas.
Cada seleção, na fase de grupos, joga no máximo em duas regiões diferentes. Da região Oeste: Vancouver, Seattle, São Francisco e Los Angeles. Na região central: Guadalajara, Cidade do México, Monterrey, Houston, Dallas e Kansas City. E na região leste: Atlanta, Miami, Toronto, Boston, Filadélfia e Nova Iorque.
16 cidades, 16 estádios. Desses, cinco foram usados no Mundial de Clubes deste verão. Muitos dos estádios que vão ser utilizados estão a ser melhorados.
É o caso do estádio Azteca, na Cidade do México, tratado como um verdadeiro coliseu do futebol mundial. Recebeu as finais dos Mundiais de 1970 e de 1986.
Lá jogaram Pelé e Maradona. O estádio está fechado desde 2024. Vai reabrir em março com um jogo amigável entre México e Portugal, com Cristiano Ronaldo.
E a 11 de junho é lá que arranca o Mundial. 39 dias depois, é do MetLife Stadium, em Nova Iorque, que saem os campeões do mundo.