É uma semana decisiva na já longa crise financeira do Boavista. Depois dos credores aprovarem a liquidação económica, a administradora da insolvência pediu ao Tribunal do Comércio o encerramento do clube.
Caso seja aceite, toda a atividade será suspensa com efeitos imediatos. Terminam os treinos, as competições e todos os contratos de todas as modalidades onde os axadrezados estiverem inscritos.
"Temos mais de 2.500 atletas, ou perto de 2.500 atletas, divididos por mais de 30 modalidades. E o encerramento treinar também dá prejuízo aos próprios credores, porque só o encerramento por si só do clube tem como consequência imediata a desvalorização de todos os ativos e o prejuízo, claro, para todos os credores que estejam interessados em ser ressarcidos", afirma Rui Garrido Pereira, presidente do Boavista FC.
O fim do Boavista terá um impacto em centenas de crianças e jovens que ficam sem prática desportiva organizada. Treinadores e comunidade envolvente que veem um histórico desaparecer.
A direção do Boavista Futebol Clube tem um plano de recuperação que esbarrou com o processo de liquidação em curso. A esmagadora maioria das dívidas tem mais de 5, 10, 15 e 20 anos e isso é de facto uma situação tremendamente difícil de lidar.
"Sabemos também que a recuperação não pode ser feita de imediato ou quase que por instantâneo, o que seja é algo que levará o seu tempo, mas o Boavista é viável", acrescenta Garrido Pereira.
Há um pedido de adiamento da Assembleia de Credores marcada para esta terça-feira no Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, o dia D para o futuro do Boavista.
