Depois de um nulo no tempo regulamentar, o Portugal-Brasil seguiu para o desempate por grandes penalidades e, aí, a seleção lusa foi mais forte e converteu com sucesso seis remates da marca dos onze metros, contra cinco da seleção sul-americana. A equipa nacional segue para a final do Mundial sub-17, onde defrontará a Áustria, na próxima quinta-feira, pelas 19:00 (16:00 em Portugal continental).
Frente a frente estavam duas das seleções que se têm apresentado em melhor forna neste Campeonato do Mundo, que está a ser disputado no Qatar. Esperava-se, por isso, um encontro bastante equilibrado, o que se percebeu desde o momento em que o árbitro apitou para o início da partida.
A primeira parte foi pobre em oportunidades flagrantes e ficou marcada pelo equilíbrio. Foi sem grandes surpresas que, à chegada do minuto 45, o marcador assinalava 0-0.
Segunda parte igualmente renhida
Na segunda parte, a história foi a mesma, no entanto com ligeira superioridade para os jovens portugueses, que viram o selecionador Bino Maçães trocar Rafael Quintas e Steven Manuel por Santiago Verdi e Yoan Pereira, aos 57 minutos.
Foi Santiago Verdi que, aos 63, dispôs de uma das melhores oportunidades para a seleção lusa, quando, à entrada da área, rematou ao lado do poste direito.
Aos 79, Anísio Cabral também esteve perto de inaugurar o marcador ao rematar, já na pequena área, por cima da baliza dos adversários.
Aos 87, o brasileiro Zé Lucas teve nos pés a oportunidade de gelar a comitiva portuguesa, quando, de forma acrobática, atirou a meros centímetros da trave.
Sofrimento na marcação de grandes penalidades
Nada resolvido nos 90 minutos, pelo que a partida seguiu para o desempate por grandes penalidades. Tomás Soares marcou eficazmente o primeiro penálti, o brasileiro Dell não vacilou, Martim Chelmik seguiu a sequência, Tiaguinho fez igual, Santiago Verdi não tremeu e Zé Lucas fez o mesmo.
Até a marcação de penáltis estava renhida e assim continuou.
Yoan Pereira colocou a bola no fundo da baliza e Luís Pacheco seguiu o exemplo. Seguiu-se o guarda-rede português, Romário Cunha, que atirou por cima. O que parecia ser o descalabro não se confirmou porque Ruan Pablo atirou ao poste. Tudo empatado.
O português João Aragão rematou de forma certeira, Gabriel Mec não desperdiçou e João Neto voltou a faturar para Portugal. Eis que Angelo decidiu a partida ao atirar por cima. Vitória suada para Portugal, que avança para a primeira final nesta categoria, onde irá encontra a Áustria, que esta tarde bateu Itália por 2-0.
Na quinta-feira, a partir das 19:00 (16:00 em Portugal continental), Portugal poderá estar a 90 minutos de um feito inédito.
