Dro Fernández, estrela da formação do Barcelona, decidiu comprar o próprio passe e integrar um novo plantel. Em contagem decrescente para se estrear no PSG, tornou-se pública a história da família do jovem extremo de 18 anos.
O crime de Nigrán: um drama que marca a vida de Dro
De acordo com o jornal espanhol Marca, no dia 31 de janeiro de 1992, em Nigrán, dois polícias assassinaram quatro pessoas num chalé. Sabe-se que as autoridades entraram na propriedade privada fardados para sequestrar Pilar Sanromán e o seu marido e empresário David Fernández, que na altura ocupava o cargo de vice-presidente do Real Club Celta de Vigo.
O objetivo era simples: assaltar o casal.
Dois dos filhos do casal conseguiram escapar, mas o mesmo não aconteceu com a terceira filha, Marta, e a governanta da casa, Ana Isabel Costas, que acabaram por ser assassinadas, juntamente com David e Pilar.
Em 1996, o Tribunal Provincial de Pontevedra condenou os dois polícias a 212 anos de prisão pelos crimes de sequestro, homicídio, roubo e duas tentativas de assassinato. Mas em 2013 acabaram por ser libertados devido à revogação da "Doutrina de Parot" - jurisprudência utilizada pelo sistema judicial espanhol para alargar a permanência na cadeia.
Uma história com um "final feliz"
Entre os que conseguiram fugir do massacre estava o pai de Dro.
Em 2008, nasceu o jovem promessa Pedro Fernández Sarmiento, neto de David Fernández e Pilar Sanromán.
O jovem que tem agora 18 anos, formado no La Masia, tem sido um dos protagonistas da imprensa espanhola nos últimos dias, por ter deixado o Barça e rumar ao PSG.
Seis milhões de euros foi o valor que o extremo pagou do próprio 'bolso' para abandonar o clube catalão em janeiro.

