A TAP partilhou a Groundforce até Março de 2008 com os espanhóis da Globalia. Os 50,1% da empresa espanhola foram então comprados por três bancos nacionais (BIG, Banif e Banco Invest) e a propriedade desta participação voltou para as mãos da companhia de aviação nacional, pelo mesmo valor, 31,6 milhões de euros.
A TAP transferiu então o controlo de gestão da Groundforce para a empresa independente Europartners, uma operação que foi submetida à autorização
da Autoridade da Concorrência.
A Autoridade da Concorrência (AdC) proibiu a operação de concentração entre a TAP e a empresa de assistência em terra SPDH - Serviços Portugueses de Handling e vai obrigar a transportadora aérea a vender a empresa "em prazo considerado adequado".
Impacto da baixa do petróleo
Por outro lado, a TAP SA obteve lucros de 57 milhões de euros, "recuperando dos 209 milhões negativos em 2008". De acordo com a empresa, os proveitos operacionais desceram 11 por cento, dos 2,16 mil milhões de euros em 2008 para os 1,92 mil milhões no ano passado.
Ainda assim, explica a TAP, esta descida "foi compensada pela redução
no preço do combustível, que representou 294 milhões de euros".
A TAP acrescenta que ao longo de 2009 reduziu os custos em 201 milhões
de euros, "permitindo à TAP, SA alcançar os lucros de 57 milhões".
O resultado operacional, que tinha sido de 156 milhões de euros negativos
em 2008, passou a positivo no ano passado, ascendendo a 65 milhões de euros.
Já o EBITDAR (Lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações e aluguer de frota) teve um crescimento significativo, evoluindo de 48 milhões para 262 milhões de euros em 2009.
Lusa
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
