Economia

Assembleia-geral do Montepio deverá aprovar hoje contas de 2016

A Caixa Económica Montepio Geral realiza esta quinta-feira a sua assembleia geral anual, em que deverão ser aprovadas as contas de 2016, quando o banco registou prejuízos de 86,5 milhões de euros.

Assembleia-geral do Montepio deverá aprovar hoje contas de 2016

A reunião magna está marcada para as 15:00 (hora de Lisboa), na sede do banco mutualista, em Lisboa, e irá deliberar sobre as contas de 2016 e a aplicação de resultados, avaliar os órgãos de administração e fiscalização e a política de remunerações.

Apesar de esta assembleia-geral ser ordinária e obrigatória todos os anos para aprovação das contas do ano anterior, esta ganha, contudo, mais relevância porque o fecho das contas de 2016 é fundamental para avançar com a transformação da Caixa Económica Montepio Geral em sociedade anónima. Isto apesar de ainda não existir uma data para essa transformação se efetivar.

O processo de transformação da Caixa Económica Montepio Geral em sociedade anónima foi uma exigência do Banco de Portugal e permitirá que o capital social da Caixa Económica Montepio Geral seja aberto a novos investidores.

Recentemente, tem mesmo sido falado que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa pode entrar no capital do banco, tendo sido assumido por aquela entidade que está a avaliar essa possibilidade.

A Caixa Económica Montepio Geral é a principal empresa do Grupo Montepio, tendo apresentado em 2016 um prejuízo de 86,5 milhões de euros, uma melhoria face ao resultado líquido negativo de 243 milhões de euros em 2015.

Já no primeiro trimestre deste ano, registou um lucro de 11,1 milhões de euros, que compara com os prejuízos de 19,8 milhões de euros do mesmo período de 2016.

A assembleia-geral da Caixa Económica é composta pelo Conselho Geral da Associação Mutualista, que integra 23 membros, sendo que 12 são diretamente eleitos pelos associados (atualmente oito membros da lista que foi encabeçada por Tomás Correia nas últimas eleições e quatro das outras listas concorrentes) e 11 por inerência enquanto membros de órgãos sociais (cinco do Conselho de Administração, três do Conselho Fiscal e três da mesa da assembleia-geral).

A associação e o banco mutualistas têm estado em foco, com uma sucessão de notícias negativas, como a constituição de António Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista, como arguido em processos-crime.

Lusa