Economia

Cristas e Costa em pingue-pongue sobre crise de combustíveis

JOÃO RELVAS

Um pingue-pongue verbal, que se prolongou por quase 20 minutos no debate quinzenal, na Assembleia da República.

A presidente do CDS-PP usou esta quarta-feira a tática das perguntas curtas sobre o que está o Governo a fazer na crise nos combustíveis e acusou o primeiro-ministro de andar "sempre a correr atrás do problema".

Num pingue-pongue verbal, que se prolongou por quase 20 minutos no debate quinzenal, na Assembleia da República, em Lisboa, Assunção Cristas e António Costas travaram um "duelo" verbal quer sobre a greve dos motoristas de materiais perigosos e sobre a sustentabilidade do sistema de segurança social.

Uma e outra vez, Cristas ia questionando Costa, a começar sobre o que tinha feito o Governo para tentar antecipar o problema da greve e para resolvê-lo desde que foi feito o pré-aviso de greve, em 1 de abril.

O chefe do Governo respondeu o mesmo que ao PSD, minutos antes, afirmando que o executivo "fixou os serviços mínimos quando se constatou o incumprimento, fez o que lhe competia que é a requisição civil", além de tentar um diálogo entre patrões e sindicatos.

Assunção Cristas disparou várias perguntas curtas, como por exemplo: "Vai ou não alargar os serviços mínimos? O reabastecimento alimentar está garantido?"

"E quando é que estamos em condições de voltar à normalidade?", perguntou ainda, ao que António Costa não deu resposta direta, insistindo, quase sempre no mesmo tom, com a ideia de que o Governo "tudo fará para que este conflito seja ultrapassado": "E que decorra no estrito cumprimento da legalidade, garantindo direitos essenciais dos portugueses e do país", disse.

António Costa, acusou Cristas, "está sempre a correr atrás do problema", como neste caso da greve dos motoristas, sem perceber que "o país não é só Lisboa e Porto e que há o resto do país que está a sofrer" com esta paralisação.

A líder centrista acusou ainda o primeiro-ministro de não conhecer "uma parte do problema", quanto à reivindicação do acesso à reforma, ou ainda quanto atuação das forças de segurança.

E aconselhou Costa a informar-se melhor quanto a informações sobre se os trabalhadores que quiseram trabalhar "puderam fazê-lo" e não foram impedidos pelos grevistas.

Lusa

  • Eleições em Espanha: o que dizem as sondagens
    3:46