Economia

Google suspende negócios com a Huawei

Charles Platiau/ Reuters

Na semana passada, o Presidente dos EUA declarou emergência nacional e proibiu o uso de tecnologias da Huawei.

As principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos, incluindo a Google, começaram no domingo a suspender os negócios com a gigante chinesa de telecomunicações Huawei, em resposta às diretrizes do Presidente norte-americano.

Donald Trump declarou na quarta-feira passada "emergência nacional" e emitiu uma ordem executiva a proibir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações de empresas estrangeiras consideradas de risco, uma medida que visava a China e a Huawei.


De acordo com fontes citadas pela Bloomberg, a Alphabet, empresa-mãe da Google, já decidiu cortar o fornecimento de equipamentos informáticos e alguns serviços de programação para a gigante de telecomunicações.


Da mesma forma, os principais fabricantes de processadores, como a Intel, Qualcomm, Xilinx Inc e Broadcom, já informaram os seus funcionários que vão deixar de fornecer equipamentos à Huawei até nova ordem em contrário, segundo a mesma agência.


A ordem executiva não impôs automaticamente restrições à compra e venda de equipamentos de telecomunicações, mas deu ao secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, cinco meses para estabelecer quais empresas deveriam estar sujeitas às novas restrições.


Ao mesmo tempo que trava uma guerra comercial com Pequim, Washington tem liderado uma campanha global para impedir que empresas chinesas, como a Huawei, assumam o controlo das redes 5G.

Huawei recusa comentar suspensão da Google

Depois desta decisão, os smartphones da Huawei vão deixar de incluir de origem as aplicações proprietárias da Google, como o Gmail ou o Google Play. De acordo com a Reuters, a Google ainda está a definir quais os serviços que serão afetados por esta suspensão.

O impacto desta decisão terá sérias consequências para a Huawei, a segunda maior vendedora de smartphones a nível mundial, apenas atrás da Samsung. Em Portugal, a marca é líder de mercado e já ultrapassou a Samsung.

Com Lusa