Economia

Menos um na corrida à liderança do FMI

Francois Lenoir / Reuters

Espanha retira candidatura da ministra das Finanças, Nadia Calviño.

A ministra das Finanças espanhola não participa na próxima ronda de votações para a liderança do FMI.

O Governo espanhol pretende "promover o consenso entre os países da União Europeia para escolher uma candidatura comum", cita o El País.

O ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, também já tinha desistido de concorrer à eleição para candidato europeu à liderança daquela instituição, justificando a decisão com a tentativa de alcançar um consenso comunitário.

Mantêm-se agora na corrida o holandês Jeroen Dijsselbloem, o governador do banco central finlandês, Olli Rehn, e a búlgara Kristalina Georgieva, atual número dois do Banco Mundial.

Governos da UE estão a votar para escolher o seu candidato

A votação está a decorrer "segundo as regras europeias de maioria qualificada", que estipulam que o eleito tem de recolher o apoio de 55% dos países-membros representando pelo menos 65% da população da UE.

"Podem ser organizadas várias fases de votação, se for necessário", precisou o ministério francês.
Incumbido pelos seus colegas europeus de coordenar as conversações para designar um candidato europeu à sucessão da francesa Christine Lagarde, Bruno Le Maire constatou na quinta-feira que não havia um consenso entre os 28 sobre qual o nome a indicar para a liderança do FMI, tendo decidido abrir uma votação para eleger o candidato europeu.

Desde a sua criação, em 1944, aquela instituição foi sempre dirigida por um europeu, enquanto o Banco Mundial foi sempre liderado por um americano.

Lagarde, a primeira mulher a liderar o FMI, deixa o cargo para substituir Mario Draghi como presidente do Banco Central Europeu (BCE).