Economia

Mário Centeno retira-se (para já) da corrida ao FMI

Valentina Petrova

Centeno deverá participar apenas numa segunda ronda de votações entre os parceiros europeus.

O ministro das Finanças Mário Centeno anunciou esta quinta-feira na rede social Twitter que decidiu retirar-se da corrida à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI)

"Na busca de um candidato para dirigir o FMI como noutras decisões da UE, devemos lutar por uma posição comum. Quero ajudar a encontrar um consenso, por isso não irei participar nesta etapa do processo (votação de amanhã). Permaneço disponível para trabalhar na procura de uma solução que seja aceitável para todos", escreveu Centeno no Twitter.

GOVERNO QUER PRESERVAR POSIÇÃO DE CENTENO

Fonte ligada ao governo português explicou à SIC que, na votação da manhã desta sexta-feira, espera-se uma profunda divisão de votos entre os ministros das Finanças da União Europeia.

Nomes como o de Olli Rehn e Jeroen Dijsselbloem não deverão reunir o consenso necessário para ganhar a maioria dos votos.

Para já, segundo a mesma fonte, a estratégia do Governo passa por preservar a posição de Mário Centeno para que, numa escolha posterior, o atual presidente do Eurogrupo se apresente como candidato ao FMI, como explicou José Gomes Ferreira na SIC Notícias.

Na semana passada, o nome de Mário Centeno foi um de cinco apontados à liderança do Fundo. Os outros possíveis candidatos serão o holandês Jeroen Dijsselbloem, antigo presidente do Eurogrupo; Nadia Calviño, ministra espanhola da Economia; Olli Rehn, governador do Banco Central da Finlândia; e a búlgara Kristalina Georgieva, diretora-executiva do Banco Mundial.

Christine Lagarde está de saída cargo e vai liderar o Banco Central Europeu.