Economia

PSD defende que primeiro-ministro deve "exercer a sua autoridade" no caso Novo Banco

Partido considera que outros governantes "no passado foram afastados por omissões bem menos graves".

O PSD defendeu que o primeiro-ministro deve "exercer a sua autoridade" sobre o ministro das Finanças na polémica sobre o Novo Banco, considerando que outros governantes "no passado foram afastados por omissões bem menos graves".

Questionado se o PSD entende que António Costa deve demitir Mário Centeno, o deputado social-democrata Duarte Pacheco respondeu que "cada primeiro-ministro tem a sua forma própria de exercer autoridade".

Em declarações à Lusa, Duarte Pacheco afirmou que "algo não vai bem no funcionamento do Estado português", depois de Mário Centeno ter admitido hoje, em entrevista à TSF, uma falha de comunicação entre o seu gabinete e o primeiro-ministro quanto à injeção de capital no Novo Banco, mas "não uma falha financeira", que seria desastrosa.

"Parece que o senhor ministro das Finanças continua de bom humor, porque dizer que a não informação ao senhor primeiro-ministro de que tinha de fazer uma transferência de 850 milhões de euros para o fundo de resolução, que tinha um prazo marcado para o fazer, como se isso fosse uma valor insignificante, e dizer que existiu uma simples falha de informação, algo não vai bem, algo não está bem no funcionamento do Estado português", apontou.

O deputado apontou que este valor é "muito inferior" ao que estava em causa no último Orçamento do Estado, quando se discutiu a proposta do PSD e de outros partidos para a redução do IVA da eletricidade, e nessa altura António Costa disse que estava em causa a estabilidade governativa.

"Este valor, que é o dobro, sai dos cofres públicos sem o primeiro-ministro ter consciência disto, enganando, porventura sem porventura sem dolo, o parlamento e o país? Algo não vai bem e essa relação decerto que exige que o primeiro-ministro exerça a sua autoridade", defendeu.

Instado a concretizar esse desafio, Duarte Pacheco apontou que "alguém deve ser chamado à pedra quando existem este tipo de falhas de informação" e salientou que Mário Centeno afirmou que "não pediu sequer desculpas ao primeiro-ministro".

"Outros ministros no passado foram afastados por omissões bem menos graves do que estas, mas cada primeiro-ministro tem a sua forma própria de exercer a sua autoridade", disse.

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