Economia

PCP vai votar contra Orçamento Suplementar

João Oliveira, líder da bancada parlamentar do PCP

MIGUEL A. LOPES

Votação final do global do documento acontece esta sexta-feira.

O PCP vai votar contra o Orçamento Suplementar na votação final global agendada para esta sexta-feira na Assembleia da República, anunciou hoje o líder parlamentar comunista, João Oliveira.

Esta é a primeira vez, em cinco anos, que o PCP vota contra um orçamento do Governo minoritário do PS, depois de ter ajudado a viabilizar todos Orçamentos do Estado desde 2016.

Além da insuficiência e dos desequilíbrios do orçamento "para o lado dos interesses do grande capital", o deputado João Oliveira disse que o PCP "registou" a "convergência" do PS e do PSD na aprovação de propostas do Governo e "na rejeição da larga maioria das propostas" dos comunistas.

O PCP votará contra na votação final global por considerar que é "um Orçamento Suplementar claramente inclinado para o lado dos interesses do grande capital, constituindo-se como um instrumento de uma ainda mais acentuada desigualdade e injustiça na repartição de rendimento nacional entre capital e trabalho", disse.

DOCUMENTO PASSOU NA GENERALIDADE HÁ DUAS SEMANAS

No passado dia 17 de junho, a proposta do Governo de Orçamento Suplementar foi aprovada na generalidade em plenário na Assembleia da República, apenas com os votos contra de CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal.

Só a bancada do PS votou a favor, mas PSD, BE, PCP, PAN, PEV e a deputada não inscrita, Joacine Katar Moreira, abstiveram-se na votação do documento, que se destina a responder às consequências económicas e sociais provocadas pela pandemia de Covid-19.

A votação final global do documento está agendada para esta sexta-feira, às 10:00.

A proposta de Orçamento Suplementar para este ano prevê um défice de 6,3% e um rácio da dívida pública face ao PIB de 134,4%.

O documento reflete o Programa de Estabilização Económica e Social e prevê, entre outras medidas, um reforço adicional do orçamento do Serviço Nacional de Saúde de 500 milhões de euros.

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