Economia

Os "amortecedores" do impacto da crise anunciados pelo ministro da Economia

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Linhas de crédito, lay-off, apoios ao financiamento e outras ajudas do Governo são os meios para, por agora, conter o efeito da "contração violentíssima"

Para a audição parlamentar desta terça-feira, Pedro Siza Vieira levou mais duas linhas de crédito para anunciar. Uma exclusiva para micro e pequenas empresas - a lançar "na semana de dia 20" e no valor de pelo menos mil milhões de euros; outra para as empresas de turismo e um reforço do microcrédito de 60 para 100 milhões de euros.

E ainda que os deputados da oposição, questionem o ministro sobre o desfasamento dos apoios e o quanto, de facto, é disponibilizado às empresas - até com ironia por parte de Emídio Guerreiro, do PSD - "linhas e linhas e nunca mais sai o Bingo" - o ministro da Economia diz que o Governo está a trabalhar para agilizar estes processos e que, por agora, é este o trabalho que pode fazer para conter o impacto da pandemia na atividade económica.

Isabel Pires, do BE, quis saber se o ministro tem noção de que no fim dos apoios pode haver despedimentos coletivos. Siza Vieira garante que nas empresas que beneficiam de apoios do Governo, as regras ditam que tal não possa acontecer.

"A preocupação que norteou o desenho dos apoios foi amortecer o impacto e proteger o emprego", disse o Ministro.

Quanto às outras, nada pode garantir.

"A única coisa em que temos mesmo que concertadamente trabalhar é mesmo na ideia de que a retoma aconteça", defendeu.

Não será fácil, já que em março e abril a contração foi "violentíssima" e o sinal de alguma atividade, em maio e junho, é ainda "hesitante e moderada", mas segundo o ministro "sensível".

Pedro Siza Vieira disse ainda que apesar das previsões pessimistas para este ano, o Governo mantém a perspetiva de em 2022 poder recuperar o crescimento aos níveis de 2019.