O Estado e David Neeleman assinaram finalmente o acordo para a compra da participação de 22,5% do acionista norte-americano na TAP.
O Estado paga 55 milhões de euros a Neeleman e torna-se acionista maioritário da empresa ao ficar com 72,5%.
O comunicado enviado esta sexta-feira ao regulador dos mercados dá conta de que, com o acordo assinado, está aberta a porta para o empréstimo público do Estado à TAP, que pode chegar aos 1.200 milhões de euros.
A primeira tranche, de 250 milhões de euros, deve ser transferida para a transportadora nos próximos dias.
"Se não tivesse havido privatização (em 2015), a TAP acabaria"
Miguel Frasquilho admite que este será um ano de elevados prejuízos para a TAP e diz inda que o lay-off na empresa não irá terminar em julho.
Para o presidente de conselho de administração da empresa, a privatização em 2015 era a única solução para a companhia aérea.

TAP. QUÃO DOLOROSA VAI SER A REESTRUTURAÇÃO? O MINISTRO RESPONDE
"É evidente que uma intervenção deste montante implica - implicaria sempre - que nós fizéssemos um ajustamento na empresa", começou por dizer Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, numa entrevista no Jornal da Noite da SIC.
Admitiu, de seguida, que a reestruturação vai ter consequências, nomeadamente nas rotas, no número de aviões e nos custos com o pessoal, tal como já tinha dito o primeiro-ministro, António Costa.
