Economia

Governo garante que há margem orçamental para acomodar injeção na TAP

CDS considera que o valor de reestruturação vai obrigar a um orçamento retificativo.

O Governo não deverá levar o plano de reestruturação da TAP a votos no parlamento. Em vez disso, o ministro Pedro Nuno Santos chamou os partidos com assento parlamentar para reuniões, à porta fechada, onde irá revelar quantos milhões de euros a companhia aérea vai precisar. O documento deve ser entregue esta quinta-feira em Bruxelas.

As primeiras reuniões decorreram esta quarta-feira. Depois do que ouviu, o CDS acredita que a injeção de mais dinheiro na TAP pode obrigar a um orçamento retificativo. No entanto, fonte do Executivo disse à SIC que este valor não implica novo orçamento porque haverá margem no que está em vigor para acomodar a despesa.

Sobre a possibilidade de levar o plano de reestruturação a votos na Assembleia da Republica, Rui Rio já anunciou ser contra. Através da sua conta de Twitter, o líder do PSD considera que “levar o plano da TAP ao Parlamento para votação não é só uma clara fuga do Governo às suas responsabilidades. É abrir um precedente muito grave”.

Também o PS concorda que o plano não deverá ser sujeito a votação, mas os partidos da esquerda deixam avisos ao Governo.

As reuniões prosseguem esta quinta-feira, estando previstos encontros entre o Executivo e o PSD, Verdes, Iniciativa Liberal e Chega.

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