Economia

TAP: "Ameaça de se avançar com regime sucedâneo é uma pressão sobre os trabalhadores"

A coordenadora da comissão de Trabalhadores da TAP diz que este impasse vai apenas atrasar a aplicação dos cortes.

Cristina Carrilho, coordenadora da comissão de Trabalhadores da TAP, diz que a ameça do regime sucedâneo serve para criar pressão sobre sindicatos e trabalhadores e acredita que este impasse vai apenas atrasar a aplicação dos cortes.

O regime sucedâneo permite cortes mais duros e entrará em vigor a 1 de março, caso o acordo de emergencia seja rejeitado pelos dois sindicatos que ainda não o ratificaram.

Ajuda à TAP pode chegar aos 3,7 mil milhões de euros

A TAP precisará de novas injeções ou de garantias do Estado até 2024, segundo a SIC apurou junto de fontes do Governo e da Administração da companhia aérea.

Depois do empréstimo, em 2020, de 1,2 mil milhões de euros, em 2021 a transportadora vai precisar de nova injeção entre os 970 milhões e os mil 164 milhões de euros.

Em 2022 estão previstos ajudas entre os 450 e 500 milhões de euros e entre o inicio de 2023 e o fim de 2024, um auxilio que poderá ultrapassar os 850 milhões de euros.

O relatório de reestruturação prevê a TAP sem dinheiro já em março de 2021, o que torna os cortes urgentes, o que pode precipitar o Regime Sucedâneo caso o Acordo de Emergência seja rejeitado pelos dois sindicatos que ainda não o ratificaram.

As duas estruturas sindicais reúnem dia 26 de fevereiro.

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