Economia

Christine Ourmières-Widener é oficialmente a nova CEO da TAP

É quem vai executar o plano de reestruturação da empresa.

A Aassembleia-Geral da companhia aérea nomeou esta quinta-feira a nova administração, liderada por Manuel Beja, antes da luz verde de Bruxelas ao plano de reestruturação.

São onze nove nomes - cinco com funções executivas - quase todos indicados pelo Governo. Manuel Beja assume a presidência do Conselho de Administração e a francesa Christine Ourmières-Widener é a nova CEO, que ai executar o plano de reestruturação da empresa, proposto à Comissão Europeia em dezembro do ano passado.

A TAP contava ter luz verde de Bruxelas ao plano antes de nomear a nova equipa de gestão, mas isso não aconteceu. A Comissão Europeia não comenta o plano, nem revela porque é que ainda não o aprovou, dizendo apenas que ainda o está a avaliar.

No entanto, a companhia aérea foi avançando com algumas medidas e está a renegociar contratos e a reduzir a frota. Já rescindiu com mais de 1.800 trabalhadores e o um despedimento colectivo de cerca de 200 pode ser uma das primeiras decisões de Christine Widener à frente da companhia, caso os trabalhadores não aceitem sair por comum acordo.

Em abril, a Comissão Europeia aprovou um apoio intercalar de Portugal à TAP, para compensar prejuízos provocados pela pandemia e o fecho de fronteiras. Foram 462 milhões de euros, para suprir necessidades de tesouraria enquanto espera pela aprovação do plano de reestruturação.

Para o executar, a gestora francesa Christine Widener terá a seu lado Ramiro Sequeira como diretor de operações. Também fazem parte da nova equipa executiva da TAP João Weber Gameiro, que fica responsável pelo departamento financeiro, Alexandra Reis e Sílvia Mosquera.

Pelas contas do Governo, a TAP seria capaz de se financiar, sem precisar do Estado, em 2023, e dois anos depois iria começar a devolver dinheiro ao Estado.

De acordo com o plano de reestruturação, no pior cenário, o Governo pode injetar até 3.700 milhões de euros até 2024.