Economia

Dielmar tem dívidas ao Estado, à banca e a fornecedores

Há mais de 300 trabalhadores com um futuro incerto.

Com a Dielmar em processo de insolvência, há mais de 300 trabalhadores com o futuro incerto e uma vila inteira preocupada, pois depende da fábrica da confeções. Em Alcains, ainda se acredita na recuperação, mas o Governo já deixou claras as regras para apoiar.

O nome é conhecido, a qualidade reconhecida através da exportação para 26 países. As 11 lojas em Portugal chegaram a ter bom ritmo, que dava gás à produção.

Além dos 8 milhões, 5 de injeção direta por várias entidades públicas e três em garantias, nos últimos anos, a Dielmar acumulou outras dividas que apertaram o torniquete: mais de 6 milhões à banca, dois milhões e meio a vários fornecedores e um milhão e setecentos mil euros à segurança social.

A administração justifica com a pandemia. O ministro da Economia garante que os problemas ganharam volume na última década. Até meio do ano passado, a Dielmar faturou 700 mil euros contra os 5 milhões no mesmo período de 2019.

Na vila de Alcains, concelho de Castelo Branco, a fábrica foi sustento para gerações. A insolvência deu entrada.

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