Economia

Aumentos na Função Pública: “É natural que o Governo queira agradar, mas não tem dinheiro para isso”

Opinião

A análise de José Gomes Ferreira à negociação coletiva anual entre o Governo e os sindicatos da administração pública.

O Governo não avançou com qualquer proposta de aumentos salariais para 2022 na primeira reunião negocial com as estruturas sindicais. José Gomes Ferreira considera que é legítimo os sindicatos pedirem um aumento, mas defende que o “Governo não pode dizer que sim”, até porque “não há margem no Orçamento para nada”.

“A ideia de alguns partidos que andam a dizer que existe uma folga é uma ficção na cabeça deles. Porque continua a haver défice, já estamos com 7 mil milhões de euros de défice a somar aos 13 mil milhões do ano passado”, afirma.

José Gomes Ferreira aponta ainda que o número de funcionários públicos aumentou para valores anteriores à intervenção da Troika, defendendo que “do ponto de vista da gestão macroeconómica, é um erro deixar-se estes custos ao Estado”.

Ainda sobre os aumentos na Função Pública, afirma ser “natural que o Governo queira agradar, mas não tem dinheiro para isso”.

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