Economia

A sua casa vai ser de madeira? Ecosteel acredita que futuro passa por aqui e compra participação na Ooty

"Reduzir a pegada ecológica" é a bandeira deste negócio focado na construção modular em madeira, soluções ambientalmente sustentáveis que prometem fácil instalação, elevada eficiência energética e isolamento térmico e acústico.

“O futuro da construção passa por uma aposta na sustentabilidade e na utilização de materiais como a madeira, que permitem reduzir a pegada de carbono em 60% a 70%", afirma o presidente executivo da Ecosteel, José Maria Ferreira, para justificar o interesse pela Oooty, a mais recente aquisição do seu grupo.

Nas suas contas, a integração de uma participação na empresa irá permitir o arranque de uma unidade de produção de CLT (madeira laminada cruzada) que terá capacidade para produzir 50.000 metros cúbicos por ano. A combinação deste sistema construtivo com o de estruturas modulares pré-fabricadas resultará numa capacidade produtiva de 1.000 a 1.200 casas por ano.

Com esta operação voltada para a construção modular em madeira, cujo valor não foi divulgado, a Ecosteel procura combinar "a sustentabilidade ambiental e o relacionamento personalizado com cada cliente", acreditando poder "reduzir a pegada ecológica na construção".

A nova marca que vem complementar o portfólio da Ecosteel pertence ao grupo Black Oak Company e atua na área das estruturas pré-fabricadas e modulares com subestrutura em madeira (como casas, bungalows, módulos de alojamento, turismo, comércio, anexos), propondo apresentar soluções pré-fabricadas e dar resposta a pedidos particulares com acompanhamento do seu departamento de arquitectura e engenharia.

E quanto pode custar uma solução deste género? Os preços são variáveis, mas há uma escala base que pode ajudar a dar uma ideia dos preços em causa: um bungalow dos mais pequenos ronda os 5 mil euros, o modelo seguinte varia entre os 10 mil euros e os 15 mil, e as casas estão no mercado com preços entre os 50 mil e os 200 mil euros. Mas ainda há o modelo Ooty Expand, entre os 15 mil e os 30 mil euros.

Assim, este tipo de solução tem sido procurada por jovens casais que reconhecem neste modelo uma solução de habitação permanente, a preço acessível, ,mas também é "especialmente apreciada pelo sector do turismo", tendo já unidades modulares em locais como a Quinta da Pacheca em Lamego, o Glamping Hills Park em Bragança, a barragem de Castelo de Bode ou até no centro de treino do Lille Olympique Sporting Clube,em França.

Com esta parceria que passa pela compra de uma participação na empresa (a percentagem não é divulgada), a Ooty "dá um salto de escala e dedica-se ao mais inovador método de construção em madeira, conhecido pela construção em CLT, também apelidado como “o betão do futuro”, um método construtivo caracterizado pela utilização de painéis estruturais de madeira que são colados com as suas fibras justapostas em ângulos de 90º, prometendo rigidez e eficiência térmica, refere o comunicado.

Liderada por José Maria Ferreira, a Ecosteel construiu a partir de Laundos, Póvoa de Varzim, um grupo conhecido pelo desenvolvimento de sistemas de caixilharia minimalista de construção e outras atividades, que integra mais de 10 marcas associadas e, ainda este ano, comprou a Gofriday, dedicada a casas modulares flutuantes.