Economia

Governo prepara plano com medidas obrigatórias para poupança de energia

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Grande parte do consumo de energia está nas empresas e no setor público.

O Governo prepara-se para avançar com medidas obrigatórias de poupança de energia em edifícios residenciais, comércio, transportes e indústria. O plano deverá ser conhecido no final do mês e vai servir para aumentar as reservas de gás no inverno.

As medidas ainda estão a ser preparadas mas já existem recomendações, a começar pelo que é responsabilidade da administração central ou local.

A Associação ZERO propõe desde logo a redução do consumo na iluminação pública. Diz que, por exemplo, as luzes dos monumentos devem ser desligadas sempre que possível e sem colocar em causa questões de segurança.

Nas deslocações, sugere a preferência pelo transporte público e apela às empresas que optem pelo teletrabalho.

No caso do comércio e também edifícios públicos, pede atenção à forma como é feita a climatização dos espaços - não deve ultrapassar os 18ºC no inverno e no verão não deve descer dos 25ºC.

Aconselha a que o vestuário seja o mais adequando à época e apela também à redução do consumo da luz.

No caso das casas particulares há medidas fáceis, acessíveis a todos e que requerem pouco ou nenhum investimento, como por exemplo, desligar aparelhos, mudar disposição de móveis, mudar lâmpadas.

Existem outras medidas estruturais que devem também ser tidas em conta mas que não são tão simples de aplicar. Por exemplo a reabilitação de edifícios e a instalação de painéis solares.

É preciso incentivos e plano bem estruturado para empresas, setor publico e privados.

A Agência para a Energia já está a trabalhar no plano de poupança que, de acordo com o Expresso, vai ser obrigatório e terá coimas associadas
caso não seja cumprido.

Ao Governo vai ser entregue um plano com propostas para poupar energia na administração pública, comércio, industria e edificios residenciais.

Os países europeus têm de reduzir a dependência do gás russo. Portugal acordou com Bruxelas uma meta de poupança de 7%.

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