Economia

No fim do mês não se surpreenda: há uma nova taxa na fatura da luz

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Novo ajuste vai estar presente em todas as faturas, à medida que se renovem os contratos ou cada vez que se concretize um novo.

Há uma nova taxa nas faturas da luz que foi criada para pagar o gás usado para produzir eletricidade. A DECO diz que, ainda assim, os consumidores são beneficiados porque, sem o mecanismo, os aumentos seriam bem maiores.

O novo “Ajuste MIBEL” vai estar presente em todas as faturas da luz à medida que se renovem os contratos ou cada vez que se concretize um novo. Este pagamento é inevitável, uma vez que serve para cobrir os custos gerados pela utilização de gás para produção de eletricidade.

Em Portugal, a energia é produzida com recurso a gás e com recurso à exportação de Espanha. Estes dois fatores, aliados ao IVA a 23%, tornam a fatura da eletricidade mais cara.

Esta nova taxa, que aumenta a carga fiscal do consumidor, foi a solução encontrada face às exigências da União Europeia, que pretende que o défice não aumente.

A seca também foi uma contrariedade que fez aumentar a dependência de gás. Se há menos água nas barragens, consequentemente a produção hidroelétrica é menor, então Portugal e Espanha tiveram de encontrar alternativas para a produção de energia.

O aumento da procura deste recurso fez disparar o preço, que passou dos 15 euros para mais de 300 por megawatt-hora (MWh).

Face a estes problemas, os países ibéricos juntaram-se e criaram o mecanismo elétrico de eletricidade, que permite amortecer as subidas exponenciais.

Sem este mecanismo, Pedro Dias, especialista em energia da DECO Proteste, garante que os preços diários seriam na ordem dos 250 a 300 euros, ao invés dos 100 a 150 euros por MWh que verificam atualmente.

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