Economia

Chega considera acordo sobre rendimentos "frágil, insuficiente e muito aquém" do esperado

Chega considera acordo sobre rendimentos "frágil, insuficiente e muito aquém" do esperado
Horacio Villalobos

Para André Ventura, este acordo representa “mais um grande fracasso de António Costa e do Governo PS".

O presidente do Chega considerou este domingo o acordo alcançado na concertação social “frágil, insuficiente e muito aquém” do que era esperado no atual momento de crise e do que está a ser feito no resto da Europa.

“É um acordo frágil, insuficiente e muito aquém daquilo que na maioria dos países da Europa tem sido conseguido alcançar este ano”, afirmou André Ventura numa mensagem em vídeo enviada aos jornalistas.

Na sua opinião, este acordo é “mais um grande fracasso de António Costa e do Governo PS em matéria de promoção e concertação social”.

“Acordo que é apenas dos parceiros do PS e daqueles a quem o PS conseguiu fazer pressão para não inviabilizarem esta negociação”, entendeu.

Para o líder do Chega, o acordo de médio prazo sobre rendimentos, salários e competitividade, hoje assinado, em Lisboa, fica ainda “muito aquém” do que seria de esperar no atual momento de crise, em particular, defendeu, no salário mínimo, no aumento do aumento do salário médio no setor privado e em matéria de energia.

O acordo de médio prazo para a melhoria de rendimentos, salários e competitividade foi assinado hoje em Lisboa pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelos representantes da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) assinou o documento antes da cerimónia, enquanto a CGTP recusou formalizar o acordo, alegando que as medidas previstas são “insuficientes” para responder aos problemas dos trabalhadores, reformados e pensionistas.

Os parceiros sociais saudaram o acordo de concertação social alcançado com o Governo, mas alertaram que esse compromisso constitui um ponto de partida, face à imprevisibilidade da conjuntura nos próximos anos.

Por seu lado, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que o acordo assinado com os parceiros sociais é da maior importância política e um marco de confiança, salientando que irá beneficiar famílias e empresas e será permanentemente monitorizado.

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