Economia

Nem as feiras escapam à inflação: vendedores sentem cada vez mais dificuldades

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Feirantes revelam que têm margens de lucro cada vez mais curtas, devido à subida dos preços.

A inflação faz-se sentir cada vez mais no comércio tradicional e as feiras não são exceção. Os feirantes queixam-se da subida dos preços do combustível e do aumento do custo de produção, que fazem com que as margens do negócio sejam cada vez mais pequenas.

Não é só nas grandes superfícies comerciais que se nota o crescente impacto da generalizada subida de preços. Os vendedores que atuam nestes espaços comerciais mais tradicionais não escondem que o lucro tem vindo a diminuir.

Jorge Dias, vendedor de farturas há mais de 30 anos, é um dos rostos deste fenómeno social. Revela que os materiais que adquire para a produção de farturas estão significativamente mais caros. Aponta exemplos como o açúcar, a farinha, o óleo e o gás como alguns dos produtos em que o preço mais aumentou.

Já Paula Nunes, vendedora de castanha ambulante, não vê um futuro risonho para a profissão que herdou da avó. Garante que a instabilidade do ofício, os constantes desafios e a falta de apoios tornam esta profissão pouco atrativa para as gerações mais novas.

Relativamente a este ano, para além da escalada de preços e consequente perda de poder de compra, refere a falta de chuva como um fator preponderante para o encarecimento da castanha e a falta de qualidade da mesma. Razão que não abona, de todo, o seu negócio.

Os feirante não esquecem também o preço, que defendem ser exagerado, dos lugares de venda nas feiras. Júlio Antunes diz que já vendeu em feiras noutros países europeus, e que os preços dos terrados não eram tão elevados como em Portugal, motivo que contribui para um maior esforço financeiro de todos os feirantes.

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