Economia

Mário Centeno admite que "podíamos estar a ir mais rápido" na execução do PRR

Mário Centeno admite que "podíamos estar a ir mais rápido" na execução do PRR
MANUEL DE ALMEIDA
O governador do Banco de Portugal disse não estar "em posição de perdoar, ou deixar de perdoar" o Governo.

O governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, disse esta segunda-feira que o país podia estar a andar mais rápido na execução dos investimentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"Podíamos estar a ir mais rápido [na execução do PRR]. De todas as preocupações que eu tenho, a maior delas é o investimento", afirmou o líder do banco central, que participou na conferência de comemoração do primeiro aniversário da CNN Portugal.

Mário Centeno vincou que a sua função é "alertar para aquilo que pode, na verdade, ir mais rápido", no que diz respeito ao PRR, sem, no entanto, especificar.

O governador do BdP disse, porém, não estar "em posição de perdoar, ou deixar de perdoar" o Governo, numa alusão às afirmações do Presidente da República.

Recorde-se que, no início do mês, Marcelo Rebelo de Sousa disse à ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, que não lhe perdoava se falhasse na execução dos fundos, apesar de o PRR estar sob a tutela da ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva.

Mário Centeno defendeu também que, num momento de "pleno emprego", como o que Portugal está a viver, "qualquer política orçamental expansionista é pró-cíclica e deve ser evitada".

"Não quer dizer que a política orçamental não deva atender a situações de exclusão que são potenciadas pela inflação", ressalvou o responsável.

AUMENTO DAS TAXAS DE JURO DO BCE INFERIOR A 0,75?

Mário Centeno diz que o BCE não deverá repetir um aumento de 0,75 pontos percentuais na próxima atualização das taxas de juro de referência para a zona Euro.

Numa entrevista à CNN Portugal, Centeno admitiu que “há muitas condições para que o aumento seja inferior a esse número [75 pontos base]”.

O governador do Banco de Portugal considera que o último aumento foi mais elevado para colocar as taxas de juro a um valor que permitisse o controlo da inflação.

Últimas Notícias