Economia

Lagarde diz que inflação na zona euro ainda não atingiu pico

Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, durante uma conferência de imprensa em Frankfurt.
Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, durante uma conferência de imprensa em Frankfurt.
DANIEL ROLAND

Presidente do BCE diz que existe o risco que a inflação se torne mais alta do que o esperado atualmente.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse esta segunda-feira que a inflação na zona euro ainda não atingiu o pico. Christine Lagarde diz mesmo que existe o risco que a inflação se torne mais alta do que o esperado atualmente.

"Gostaria que a inflação tivesse atingido o seu pico em outubro, mas penso que há demasiada incerteza", pelo que "obviamente que me surpreenderia" se isso acontecesse, declarou Christine Lagarde.

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Intervindo numa audição na comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a responsável destacou o atual "ambiente de grande incerteza e com choques complexos que afetam a economia", notando que "as decisões do Conselho do BCE continuarão a depender dos dados e a seguir uma abordagem de reunião a reunião".

Certo é que, para Christine Lagarde, "as taxas de juro são, e continuarão a ser, o principal instrumento para combater a inflação".

"Estamos empenhados em reduzir a inflação para o nosso objetivo a médio prazo e estamos determinados a tomar as medidas necessárias para o fazer", sublinhou a responsável, admitindo "aumentar ainda mais as taxas para os níveis necessários de forma a assegurar que a inflação regresse atempadamente ao objetivo de médio prazo de 2%".

Ainda assim, Christine Lagarde adiantou que "o caminho a seguir e a rapidez para lá chegar serão baseados nas perspetivas atualizadas, na persistência dos choques, na reação dos salários e das expectativas de inflação".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que o anúncio de Christine Lagarde confirma a preocupação muito grande com as incertezas do próximo ano.

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A taxa de inflação atingiu, em outubro passado, um pico de 10,6% na zona euro, principalmente puxada pela componente energética, dada a atual crise no setor e a guerra da Ucrânia, cujas tensões geopolíticas pressionaram ainda mais o mercado energético europeu.