Há um aumento de quase 9% nos turistas estrangeiros a chegar a Portugal. Só a chegada de canadianos subiu mais de 36% em relação ao ano passado e a de americanos 22%. A maior parte das dormidas continua a ser reservada no Algarve, mas é precisamente nessa região que se nota a maior quebra.
É agora a única zona que tem menos visitantes do que antes da pandemia. A quebra no mercado nacional está, por isso, a ser particularmente sentida no Algarve.
No início do ano, os números começaram bem, mas as reservas para o verão acabaram por ficar muito aquém do esperado. Há quebras de quase 7%.
A subida das taxas de juro inviabilizou as férias de muitos e o aumento de preços no Algarve empurrou vários portugueses para férias mais baratas em Espanha, norte de África ou Albânia, por exemplo.
Os hoteleiros dizem que não é só o preço e reclamam uma mudança de regras no financiamento das regiões de turismo.
Ao contrario do Algarve, o resto do País regista uma maior procura de turistas do que antes da pandemia. Só o norte cresceu mais de 17%.
De uma forma geral, no entanto, o segundo semestre está a ser de abrandamento na procura, ao que contrário do que aconteceu no início do ano.
